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Acordo UE-Mercosul: “a conta não fecha”, insiste Macron em Bruxelas
Publicado 18/12/2025 • 08:36 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 18/12/2025 • 08:36 | Atualizado há 2 meses
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John Thys / AFP
O presidente francês, Emmanuel Macron.
O presidente francês, Emmanuel Macron, reafirmou nesta quinta-feira (18), em Bruxelas, que a França não está pronta para assinar o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul nos termos atuais. “Quero dizer aos nossos agricultores que estão se manifestando, com a clareza da posição da França desde o início: sobre o Mercosul, consideramos que a conta não fecha e que este acordo não pode ser assinado”, declarou.
Ao chegar a uma cúpula da UE, Macron reiterou que seu objetivo é o adiamento da votação, esperada para esta semana pela Comissão Europeia e por vários países, liderados pela Alemanha, para obter o sinal verde para a assinatura do acordo com o bloco latino-americano.
“Se hoje houver uma vontade de forçar a aprovação enquanto não temos visibilidade sobre as condições fixadas por Paris, digo a vocês muito claramente: a França se oporá”, insistiu, recusando-se, no entanto, a afirmar que haveria uma minoria de bloqueio.
Sob pressão dos agricultores e de uma classe política quase unânime na oposição ao acordo, a França exige “cláusulas de salvaguarda”, uma espécie de “freio de emergência” para barrar a entrada de produtos agrícolas na UE caso os mercados sejam desestabilizados, lembrou o presidente. Sobre esse ponto, a Comissão Europeia respondeu às exigências francesas: “estamos avançando na direção certa”, mas “ainda não está pronto”, avaliou.
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O país também quer “cláusulas-espelho”, para garantir a “reciprocidade” em matéria de normas sanitárias e ambientais de produção. Nesse aspecto, também houve propostas de Bruxelas: “comitês se reunirão em janeiro”, mas “não estamos prontos”, martelou Macron.
Por fim, os controles sanitários nas fronteiras da UE devem ser reforçados a partir de 1º de janeiro. “Muito bem, vamos analisar”, contemporizou o chefe de Estado francês. “Devemos ser respeitados”, estimou. Quanto aos agricultores franceses, “não podemos hoje sacrificá-los pelo Mercosul, isso não é sério”.
“Ninguém pode ignorar o que acabo de lhes dizer”, “não gosto que enrolem as pessoas, então não vou enrolar nossos agricultores”, disse ainda Emmanuel Macron, garantindo ter “um pouco de bom senso camponês”.
E se as três condições francesas forem atendidas, a França aceitará o acordo? “Sim, mas ainda não chegamos lá”, respondeu o presidente.
Leia mais: Entenda o Mercosul e o acordo com a UE, que ganhou novas regras agrícolas na Europa
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