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Servidor público é preso por 17 ataques a ônibus em SP e alegava querer ‘consertar o Brasil’
Publicado 23/07/2025 • 10:42 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 23/07/2025 • 10:42 | Atualizado há 6 meses
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Foto: Clauber Cleber Caetano/PR
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A Polícia Civil prendeu preventivamente, nesta terça-feira (22), Edson Aparecido Campolongo, de 68 anos, servidor público da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), suspeito de ter participado de ao menos 17 ataques a ônibus em São Paulo e cidades da região metropolitana. As investigações apontam que ele também teria planejado os atos com antecedência e recrutado outros envolvidos.
Campolongo confessou à polícia que participou de 16 ataques no dia 17 de junho e de uma ação anterior, no dia 15, na Avenida Jorge João Saad, zona sul da capital, onde uma criança de 10 anos ficou ferida com estilhaços após uma bolinha de metal atingir a janela do coletivo. Com ele, foram apreendidos um estilingue e pequenas esferas de metal, além de registros em vídeo e informações de geolocalização.
As autoridades também identificaram o envolvimento de seu irmão, Sérgio Aparecido Campolongo, que segue foragido. Ambos tiveram a prisão preventiva solicitada. Segundo os delegados responsáveis pelo caso, o carro de Edson foi visto repetidamente nos locais onde ocorreram os ataques.
Em depoimento, Edson afirmou que cometeu os atos por acreditar estar “consertando o Brasil”. A polícia informou que, até o momento, não há indícios de ligação com partidos políticos, sindicatos ou facções criminosas. No entanto, o servidor mantinha publicações nas redes sociais com críticas frequentes ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) comentou o caso em agenda no interior do Estado. “Hoje a gente fez mais uma prisão de uma pessoa que depredou uma série de ônibus, inclusive é servidor do Estado. Vamos tomar todas as medidas cabíveis”, disse. Ele também afirmou que o número de ataques caiu nas últimas semanas, com média de um a dois casos por dia.
Desde 12 de junho, a SPTrans registrou 530 veículos depredados na capital. Na segunda e terça-feira desta semana, ocorreram mais seis ataques. A polícia já deteve 22 pessoas, incluindo 14 adultos, 7 adolescentes e 1 criança. Em muitos casos, os suspeitos não apresentaram justificativa clara.
O Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) apura diferentes motivações para a onda de vandalismo. A hipótese de disputa sindical ou entre empresas de transporte não foi descartada. “Acreditamos que não exista só uma motivação. Existe o efeito manada, o contágio, o propósito inicial, assim como existe alguém pegando onda”, afirmou Ronaldo Sayeg, diretor do Deic.
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