Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Ibovespa B3 fecha em queda, mas tem mês com maior alta da história
Publicado 30/01/2026 • 18:19 | Atualizado há 7 meses
Bolsas europeias superam mitos de crise e Stoxx 600 acumula 10% de ganhos, pouco abaixo do S&P 500, aponta Goldman Sachs
Reserva estratégica de petróleo dos EUA cai a nível que preocupa especialistas
Rússia ataca maior siderúrgica da Ucrânia e Kiev atinge infraestrutura logística nos arredores de Moscou
O boom da infraestrutura de I.A está cada vez mais alavancado e mais difícil de acompanhar
Grupo com Jeff Bezos e o bilionário brasileiro Eduardo Saverin compra 30% do Liverpool F.C.
Publicado 30/01/2026 • 18:19 | Atualizado há 7 meses
KEY POINTS
Foto: Divulgação/B3.
Ibovespa
O Ibovespa B3 opera nesta sexta-feira (30) em queda de 0,97%, aos 181.363,90 pontos, recuo de 1.769,85 pontos. Apesar da forte correção, o índice conseguiu se manter acima do patamar psicológico dos 180 mil pontos, após uma sequência recente de máximas históricas e forte valorização ao longo de janeiro.
Em janeiro de 2026, o Ibovespa B3 subiu 20.008,11 pontos, tendo a maior alta mensal em números absolutos na história do índice. Em percentual, o mês foi o terceiro melhor desde 2010, com uma alta de 12,40%, atrás de março de 2016 (+16,97%) e novembro de 2020 (+15,90%).
O movimento foi interpretado majoritariamente como realização de lucros, em linha com o comportamento das bolsas internacionais. O pregão refletiu um ajuste natural depois de semanas de alta intensa, em um dia marcado também por maior cautela externa e avanço do dólar.
Segundo Danilo Coelho, especialista em investimentos e MBA em Finanças pela FBNF, a queda não altera o cenário de curto prazo. “O que vemos no Ibovespa B3 hoje é mais um movimento de realização, nada muito relevante. Estamos falando de uma variação dentro do padrão histórico do índice, na casa de 1% a 2%, depois de uma alta muito significativa nas últimas semanas”, avaliou.
No exterior, as bolsas americanas também operaram em ajuste, mas sem movimentos bruscos. Coelho destacou que a indicação de Kevin Warsh por Donald Trump para a presidência do Federal Reserve não foi mal recebida pelo mercado. “Pelo contrário, o mercado gostou do nome indicado, justamente por ser alguém menos alinhado ao Trump, mais neutro na condução do Fed, o que reduz o temor de interferência política direta”, explicou.
Leia mais:
Petróleo tem queda no dia, mas fecha mês em forte alta
Ouro despenca mais de 10% e prata tomba 31% com Warsh no Fed e realização de lucros
Esse ajuste global também foi sentido nas commodities. Após altas recentes, metais e petróleo recuaram, contribuindo para a correção de ações ligadas ao setor de energia. “O petróleo cai depois de diversas altas e isso ajuda a explicar a pressão sobre petrolíferas como Petrobras, Brava Energia e PetroReconcavo”, afirmou Coelho.
Ainda assim, alguns papéis destoaram do movimento negativo do índice. Entre os mais negociados e maiores altas, CVC (CVCB3) disparou 15,25%, enquanto GOL (GOLL54) avançou 9,45%, refletindo uma rotação pontual para ações mais sensíveis ao ciclo econômico e bastante penalizadas anteriormente. Outros fatores também movimentaram os papéis como o fechamento de capital (OPA) da Gol e polêmicas envolvendo acusação de ex-CEO da CVC pela Comissão de Valores Mobiliários.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCNa ponta negativa, o destaque ficou para a Fictor Alimentos (FICT3), que caiu 18,31%, figurando entre as maiores baixas do dia. O papel segue pressionado após a Justiça de São Paulo determinar o bloqueio cautelar de R$ 150 milhões em ativos financeiros do Grupo Fictor, em meio a questionamentos sobre a solvência da companhia e sua tentativa frustrada de adquirir o Banco Master.
A decisão judicial reforçou o clima de desconfiança em torno do grupo, que também acumula atrasos de pagamentos e mudanças recentes na diretoria.
Para Danilo Coelho, além da realização técnica, fatores políticos e institucionais também podem estar no radar dos investidores. “Pode ser um movimento mais de curto prazo. Alguns investidores acabam reduzindo exposição à bolsa e migrando para juros e renda fixa, especialmente diante de eventos que podem gerar volatilidade, como discussões políticas e investigações em andamento”, disse.
No câmbio, o dólar comercial subiu 1,03%, cotado a R$ 5,24, em um movimento de correção após forte queda acumulada ao longo do mês. A moeda americana acompanhou a valorização global do dólar e disputas técnicas em torno da Ptax de fim de mês, além de ajustes após a confirmação do nome de Warsh para o Fed.
Apesar do dia negativo, a avaliação predominante no mercado é de que o pregão representou apenas um ajuste de curto prazo, sem descaracterizar a tendência mais positiva construída pelo Ibovespa B3 em janeiro, sustentada por fluxo estrangeiro, expectativa de afrouxamento monetário à frente e melhora relativa do cenário macro para ativos de risco no Brasil.
—
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Casas Bahia divulga balanço com prejuízo de R$ 10,1 bilhões no 2º trimestre
2
Lotofácil 3763 tem aposta vencedora em SP; prêmio é de R$ 1,7 milhão
3
Casas Bahia planeja cortar 30% do quadro e fechar mais lojas
4
Homem é multado em mais de US$ 5 mil após usar buzina de barco para acordar urso-polar
5
EXCLUSIVO: Marabraz pede recuperação judicial para reestruturar dívidas de R$ 140 milhões