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Bebidas sem álcool disparam, forçam reinvenção do setor e criam nova corrida bilionária

Publicado 07/02/2026 • 19:00 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Consumo moderado deixa nicho e vira padrão global.
  • Mercado “no & low” cresce até 19% ao ano em algumas regiões.
  • Marcas apostam em novos sabores, formatos e funções.
mão segurando garrafa de cerveja zero álcool em um parque

A indústria global de bebidas vive uma virada estratégica. Dados compilados pela WGSN e pela consultoria IWSR mostram que o crescimento mais acelerado já não está no álcool tradicional, mas nas versões de baixo teor alcoólico e totalmente sem álcool.

Segundo projeções, o valor total do mercado de bebidas alcoólicas deve avançar cerca de US$ 16 bilhões até 2034, mas a expansão real vem da moderação. Pressões econômicas, maior consciência sobre saúde e novos códigos sociais estão mudando hábitos, especialmente entre jovens adultos. Para uma geração acostumada a otimizar tudo, do tempo ao bem-estar, beber menos virou sinônimo de escolha inteligente, não de renúncia.

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A nova sociabilidade do copo

O TrendCurve da WGSN, ferramenta que analisa grandes volumes de dados em redes sociais, aponta que o papel clássico do álcool como lubrificante social está sendo reformulado. Em seu lugar, surgem bebidas que prolongam encontros, acompanham jantares e permitem socializar sem excessos.

Essa mudança abre espaço para inovações em formatos, ingredientes e benefícios funcionais. Em termos de mercado, é o tipo de transformação que costuma gerar novos líderes de categoria.

As previsões dialogam com perfis de consumidores como “Os Esperançosos” e “Os Imparciais” para 2026 e, olhando adiante, “Os Convencionais”, “Os Guardiões da Privacidade” e “Os Energizadores” em 2027. Em comum, todos valorizam equilíbrio, transparência e experiências que façam sentido no cotidiano.

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Mercado sem álcool é onde o dinheiro está crescendo mais rápido

Os números da IWSR revelam uma assimetria clara entre álcool tradicional e alternativas sem álcool:

CAGR por volume 2024–2029
• Global: álcool 0,04%, sem álcool 7,7%
• América do Norte: álcool 2,4%, sem álcool 19,1%
• América Latina: álcool 1,2%, sem álcool 9,5%
• Europa: álcool 0,4%, sem álcool 6,2%

Em categorias específicas no varejo internacional de viagens, os chamados RTDs, prontos para beber, lideram com crescimento anual superior a 7% até 2034, muito acima de vinho e cerveja.

Os principais mercados incluem Estados Unidos, Reino Unido, Brasil, China, Alemanha, Japão e México, o que reforça que não se trata de uma tendência localizada, mas de uma reorganização global do consumo.

O que isso significa para investidores e marcas

Para executivos do setor, a mensagem é direta. Crescer agora exige sair da lógica puramente alcoólica e pensar em portfólio híbrido, com opções para diferentes horários, estilos de vida e níveis de consumo.

Em linguagem de mercado, o “no & low” deixou de ser hedge e virou motor de crescimento. Quem se posicionar cedo pode capturar margens premium e fidelizar consumidores que estão redefinindo a própria relação com a bebida.

A próxima década promete menos teor alcoólico no copo, mas muito mais disputa por atenção, diferenciação e valor.

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