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Quem é o bilionário australiano que vai investir no fundo de florestas do governo Lula
Publicado 08/11/2025 • 08:31 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 08/11/2025 • 08:31 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: Forrest Research Foundation
Andrew Forrest, bilionário australiano da mineradora Fortescue
O bilionário australiano Andrew Forrest, fundador da mineradora Fortescue, anunciou na sexta-feira (7) um investimento de US$ 10 milhões no Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF) — mecanismo criado pelo governo Lula para remunerar quem protege florestas consideradas vitais para o combate ao aquecimento global.
O aporte será feito por meio da Fundação Minderoo, instituição filantrópica criada por Forrest e considerada a maior da Austrália. O fundo, lançado durante a COP30, busca reunir contribuições internacionais de governos e investidores privados para financiar a preservação ambiental em países tropicais.
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Além de fundador, Forrest é presidente do conselho da Fortescue, uma das maiores mineradoras de ferro do mundo. Criada em 2003, a empresa opera três unidades de mineração, 760 km de ferrovias e oito navios cargueiros.
A companhia registrou lucro líquido de US$ 3,4 bilhões no exercício fiscal de 2025 e mantém projetos na África, América Latina e Austrália. Em nota, a Fortescue afirmou que o Brasil segue no “portfólio de desenvolvimento, com características estruturais competitivas”.
Nos últimos anos, a Fortescue tem ampliado seus investimentos em hidrogênio verde e em soluções para descarbonização da economia. A empresa planeja construir uma usina de R$ 25 bilhões no Porto do Pecém (CE), já licenciada ambientalmente, mas ainda sem decisão final de investimento.
A companhia também busca se reposicionar como referência em energia limpa, após ter desistido de projetos de hidrogênio nos Estados Unidos e na Austrália. Forrest tem defendido publicamente o fim do uso de combustíveis fósseis e a aceleração da transição energética global.
A Fundação Minderoo, responsável pelo investimento no fundo brasileiro, administra US$ 9 bilhões e atua em diversas frentes globais: combate à poluição por plásticos, segurança da inteligência artificial, ajuda humanitária, defesa dos direitos humanos e igualdade de gênero.
Formado em ecologia marinha, o bilionário australiano também controla o Tattarang, o maior grupo privado de investimentos do país. O conglomerado tem presença em setores como energia renovável, metais para baterias, tecnologia médica, agroalimentar e construção naval.
Segundo o site da empresa, Forrest orienta seus negócios pelo princípio de “usar o capital como uma força para o bem”.
Além do aporte inicial de US$ 1 bilhão anunciado pelo Brasil, em setembro, outros países anunciaram investimentos durante a Cúpula do Clima, em Belém:
Dessa forma, até esta data, o TFF já totaliza mais de US$ 5 bilhões.
O fundo já conta com o apoio de cinco países com florestas tropicais (Colômbia, Gana, República Democrática do Congo, Indonésia e Malásia), além de outros potenciais investidores como Alemanha, Emirados Árabes Unidos e Reino Unido.
O TFFF se diferencia dos modelos tradicionais como os fundos que são alimentados por doações. Isso porque ele paga por resultados, em vez de financiar projetos e recompensar florestas em pé.
Além disso, prevê um protagonismo das populações indígenas e povos e comunidades tradicionais, que desempenham papel direto na proteção das florestas. O mecanismo propõe destinar pelo menos 20% dos pagamentos nacionais a essas populações.
A proposta é que sejam captados, durante a COP30, US$ 25 bilhões por países investidores. Espera-se que o aporte seja um atrativo para alavancar o capital da iniciativa privada e, com isso, reunir US$ 125 bilhões a serem investidos na conservação das florestas tropicais.
De acordo com o Ministério de Meio Ambiente (MMA), o objetivo é mobilizar cerca de US$ 4 bilhões por ano, a serem distribuídos entre os países com florestas tropicais. Esse valor representa, segundo o governo, de três a quatro vezes os orçamentos discricionários dos ministérios do Meio Ambiente dos principais países florestais.
Por isso, a avaliação é de que o TFFF pode ter um impacto transformador sobre as políticas nacionais de conservação florestal.
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