CNBC
Donald Trump

CNBCTrump exige demissão na Netflix em meio à disputa pela compra da Warner

Notícias do Brasil

Brasil pode ser o maior beneficiado por nova tarifa global de Trump

Publicado 22/02/2026 • 19:11 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Levantamento do Global Trade Alert (GTA) aponta que a nova tarifa global de 15% de Trump reduz a carga média para Brasil e China, com quedas de 13,6 e 7,1 pontos percentuais, respectivamente.
  • Aliados históricos dos EUA, como Reino Unido e União Europeia, tendem a ser mais impactados pelo novo regime tarifário.
  • A medida vale por 150 dias e pode ser seguida por novas tarifas via investigações comerciais, o que mantém a incerteza sobre o cenário global.

Imagem criada por Inteligência Artificial

Brasil e EUA

A nova tarifa global de 15% anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pode beneficiar justamente países que ele costuma criticar com mais frequência, como Brasil e China. É o que aponta análise divulgada pelo jornal Financial Times, com base em dados do instituto independente Global Trade Alert (GTA).

Segundo o levantamento, o Brasil terá a maior redução média nas tarifas aplicadas pelos EUA, com queda de 13,6 pontos percentuais. A China aparece em seguida, com recuo de 7,1 pontos percentuais.

A nova taxa substitui tarifas anteriores impostas com base na Lei dos Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), derrubadas pela Suprema Corte dos EUA na sexta-feira (20). Após a decisão judicial, Trump anunciou que adotaria uma tarifa global de 10%, a qual subiu para 15% no dia seguinte.

O novo regime entra em vigor na terça-feira (24) e terá validade de 150 dias. Depois disso, as taxas precisarão de autorização do Congresso para continuarem em vigor.

Leia também: Tarifaço: Alckmin diz que Brasil não perde competitividade com tarifa igual para todos

Aliados históricos ficam mais expostos

Enquanto países como Brasil e China veem redução nas tarifas médias, aliados tradicionais dos EUA devem sentir impacto maior.

Reino Unido, União Europeia e Japão tendem a ser mais afetados, segundo a análise citada pelo Financial Times. O Reino Unido é apontado como o maior prejudicado, com aumento médio de 2,1 pontos percentuais na tarifa aplicada aos seus produtos. A União Europeia verá elevação média de 0,8 ponto percentual, com Itália e França entre os mais expostos.

A explicação está na composição das exportações desses países, concentradas em setores como aço, alumínio e automóveis — segmentos que continuam sujeitos a tarifas específicas mantidas após a decisão da Suprema Corte.

Governo dos EUA promete continuidade da política tarifária

O representante de Comércio dos EUA, Jamieson Greer, afirmou que o governo seguirá conduzindo investigações comerciais que podem resultar em novas tarifas.

“Não temos a mesma flexibilidade que a IEEPA nos dava, mas vamos conduzir investigações que podem nos autorizar a impor tarifas, se for justificado”, disse. Segundo ele, o aumento de 10% para 15% reflete a “urgência da situação”.

Greer também afirmou que nenhum parceiro comercial sinalizou rompimento dos acordos já negociados com Washington.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, reforçou que os parceiros comerciais querem manter os entendimentos firmados.

Leia também: Tarifa global de 15% imposta por Trump começa a vigorar na terça-feira; veja como fica

Incerteza permanece

Para Johannes Fritz, economista-chefe do GTA ouvido pelo Financial Times, o cenário segue incerto.

Segundo ele, países como China, Brasil, México e Canadá, anteriormente alvo de críticas e tarifas específicas, estão entre os que mais se beneficiam na média com o novo regime.

Fritz destacou ainda que o governo americano já iniciou investigações com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974 contra Brasil e China, o que pode levar a medidas adicionais.

Na Europa, autoridades reagiram com cautela. A Comissão Europeia pediu “clareza total” sobre a nova política tarifária, enquanto a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, afirmou que, até agora, o custo das tarifas tem recaído principalmente sobre importadores e consumidores americanos.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Amanda Souza

Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Notícias do Brasil

;