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Com decisões do Fed e do Copom, Super Quarta testa confiança de investidores após recordes no Brasil
Publicado 16/09/2025 • 00:09 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 16/09/2025 • 00:09 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
Mercado financeiro.
Unsplash
A semana começou com os mercados brasileiros em clima de antecipação à Super Quarta, quando o Federal Reserve (Fed) e o Banco Central do Brasil anunciam suas decisões de política monetária. O pano de fundo foi de alívio no câmbio e novo recorde na Bolsa. O Ibovespa fechou em alta de 0,9%, aos 143.546 pontos, após atingir 144.193 pontos na máxima intradiária, o maior patamar histórico. O avanço foi puxado por ações de consumo, educação e companhias aéreas, apesar da cautela em torno do ambiente político.
No câmbio, o dólar caiu 0,64%, a R$ 5,32, no menor nível desde junho de 2024, acompanhando a valorização de moedas emergentes em meio à expectativa de corte de juros nos EUA. Os contratos futuros também apontaram continuidade da trajetória de queda. Já no campo macroeconômico, o IBC-Br de julho registrou retração de 0,53%, reforçando sinais de desaceleração, enquanto o Boletim Focus trouxe revisões baixistas para a inflação de 2025 e estabilidade para 2026 (4,30%). Além disso, a balança comercial apresentou superávit de US$ 1,324 bilhão na segunda semana de setembro, somando US$ 44,5 bilhões no ano — 18% abaixo de 2024.
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Os movimentos domésticos foram acompanhados por ganhos no exterior. Em Nova York, o S&P 500 e o Nasdaq renovaram recordes, enquanto a Alphabet superou o valor de mercado de US$ 3 trilhões. Na Ásia, o Nikkei 225 cruzou pela primeira vez a barreira de 45 mil pontos, reflexo do otimismo com as negociações comerciais entre EUA e China. O ouro também acelerou, fechando em US$ 3.719 por onça-troy, em máxima histórica, e a prata chegou ao maior nível em 14 anos.
O clima é de compasso de espera. A perspectiva de cortes nos juros americanos tem impulsionado ativos de risco em todo o mundo, favorecendo países emergentes como o Brasil.
Na quarta-feira (17), o Copom deve manter a Selic em 15%, como sinalizado nas últimas atas e reforçado pelos dados recentes de inflação e atividade. A decisão será divulgada às 18h30, junto com comunicado detalhando os motivos.
Nos EUA, o FOMC deve adotar o caminho oposto: expectativa de corte de 0,25 ponto percentual, levando os Fed Funds para a faixa de 4,00% a 4,25% ao ano. A decisão se apoia em dados de emprego mais fracos e queda nos investimentos, embora o desafio de conter a inflação permaneça no radar.
O resultado conjunto das reuniões pode redefinir o fluxo global de capitais nos próximos meses. Para o Brasil, a manutenção da Selic em meio ao alívio externo pode manter o real valorizado e a Bolsa em alta, enquanto um Fed mais agressivo nos cortes poderia ampliar o apetite por ativos emergentes — de ações a criptomoedas como o bitcoin.
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