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Consultoria avalia que 31% das exportações do Brasil aos EUA estarão sujeitas às novas tarifas
Publicado 17/07/2026 • 18:45 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 17/07/2026 • 18:45 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: Divulgação Codesp
A nova tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros deve atingir apenas uma parcela limitada da pauta exportadora do País, mas com efeitos potencialmente relevantes para segmentos industriais específicos e para Estados mais dependentes do mercado norte-americano. A avaliação é da Integra Associados, que analisou documentos oficiais do governo dos EUA e dados do ComexStat (MDIC).
Segundo a Integra, cerca de 31% das exportações brasileiras destinadas aos EUA – aproximadamente US$ 11,7 bilhões, de um total de US$ 37,7 bilhões exportados em 2025 – estarão efetivamente sujeitas à nova tributação. A cobertura é menor porque aproximadamente 1.700 produtos foram incluídos na lista de exceções e porque diversos setores já estavam submetidos a outras medidas tarifárias, como as tarifas da Seção 232, que abrangem aço, alumínio, cobre, automóveis e autopeças.
O estudo aponta que o impacto deve se concentrar na indústria de transformação, responsável por 94,1% do valor exportado que ficará sujeito à tarifa adicional. Entre os segmentos mais expostos aparecem máquinas e equipamentos – o maior volume financeiro potencialmente afetado -, além de produtos manufaturados de madeira, armamentos, motores e itens químicos.
Diferentemente da rodada tarifária de 2025, quando medidas mais amplas atingiram sobretudo bens agropecuários e matérias-primas, a nova tarifa tem foco em produtos manufaturados de maior valor agregado e intensidade tecnológica: 54% dos itens afetados estão nos segmentos de média-alta e alta tecnologia.
Do ponto de vista macroeconômico, a Integra avalia que os efeitos agregados tendem a ser limitados. Em 2025, os EUA responderam por 10,8% das exportações brasileiras, e a economia nacional mantém grau relativamente baixo de abertura comercial. A corrente de comércio equivale a cerca de 27% do PIB. Ainda assim, o relatório alerta para impactos potencialmente significativos sobre empresas e cadeias produtivas com alta dependência do mercado norte-americano, já que a tarifa tende a elevar o preço final dos produtos brasileiros nos EUA, reduzindo competitividade e pressionando receitas, margens e fluxo de caixa.
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Siga o Times | CNBCA distribuição regional dos efeitos também deve ser desigual. Em termos absolutos, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul concentram o maior volume de exportações potencialmente afetadas. São Paulo lidera a exposição, com estimativa de US$ 5 28 bilhões sujeitos à nova alíquota, o equivalente a 39,8% das exportações do estado para os EUA, com destaque para máquinas e equipamentos, pneus, motores – especialmente elétricos – e produtos químicos.
Em Santa Catarina, o impacto recai principalmente sobre manufaturas de madeira e motores; no Rio Grande do Sul, sobre armamentos, produtos de madeira e calçados.
Quando a análise considera a dependência relativa – a participação das exportações tarifadas no total exportado por cada estado, Santa Catarina, Paraíba, Alagoas e São Paulo aparecem como as unidades mais vulneráveis.
Apesar do alcance da medida, a Integra destaca que importantes setores exportadores ficaram fora da nova rodada, permanecendo isentos itens como petróleo, café, carne bovina, celulose e suco de laranja. O relatório ressalta, por fim, que os efeitos indiretos podem se espalhar por atividades conectadas às cadeias exportadoras, como logística, transporte e operações portuárias, caso haja redução do volume embarcado para o mercado norte-americano.
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