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Consumo reage em dezembro, mas cenário segue desafiador para o comércio, aponta CNC
Publicado 17/12/2025 • 13:51 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 17/12/2025 • 13:51 | Atualizado há 4 meses
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Os brasileiros mostraram maior disposição para consumir em dezembro, segundo dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). A Intenção de Consumo das Famílias (ICF) avançou 4,9% na comparação com novembro, já descontados os efeitos sazonais, alcançando 98,6 pontos, no segundo avanço consecutivo do indicador.
Na comparação anual, o índice teve leve alta de 0,2% em dezembro de 2025, sinalizando estabilidade com viés positivo no curto prazo. Para a CNC, o movimento reflete principalmente o efeito das datas sazonais, como Black Friday e Natal, além de um otimismo pontual do consumidor.
Do lado do varejo, o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) cresceu 2,3% em dezembro, também pela segunda vez consecutiva, atingindo 101,7 pontos, o maior nível desde agosto, entrando novamente na zona de otimismo (acima de 100 pontos). Ainda assim, na comparação com dezembro de 2024, o indicador recua 5,9%, mostrando que a recuperação segue limitada pelo ambiente macroeconômico.
Segundo a CNC, o desempenho do fim do ano reforça um otimismo moderado, mas não altera o cenário estrutural do setor.
“O fim de ano continua sendo decisivo para recompor a confiança dos consumidores e movimentar o comércio, mesmo com juros elevados. A reação do consumo mostra a resiliência das famílias e o peso das datas sazonais para a economia”, afirmou José Roberto Tadros, presidente da CNC.
Leia também: IPC-S desacelera em quatro capitais na segunda quadrissemana de dezembro
Na passagem de novembro para dezembro, todos os sete componentes da ICF registraram crescimento, com destaque para:
A propensão ao consumo avançou em todas as faixas de renda. Entre famílias com renda abaixo de 10 salários mínimos, o índice subiu 5,1%, para 96,8 pontos. Já entre aquelas com renda acima de 10 salários mínimos, a alta foi de 4,2%, atingindo 108,8 pontos.
No Icec, a melhora também foi disseminada. A avaliação das condições atuais avançou 3,1%, com ganhos na percepção sobre economia, setor e empresa. As expectativas cresceram no mesmo ritmo, puxadas sobretudo pela visão sobre a economia.
Já o componente de intenções de investimento teve avanço mais contido, de 0,7%, indicando cautela na expansão, especialmente diante do custo do crédito.
Para o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, os dados indicam uma recuperação pontual, ainda dependente de estímulos sazonais:
“O aumento da confiança acompanha a reação do consumo no fim do ano, mas a queda na comparação anual mostra que o ambiente macroeconômico ainda impõe limites. O custo do crédito e a incerteza sobre a trajetória dos juros seguem como os principais entraves para uma retomada mais consistente.”
Em síntese: o consumo reagiu no curto prazo, sustentado por fatores sazonais, enquanto empresários retomam algum otimismo, mas seguem prudentes nas decisões de investimento, à espera de maior clareza sobre juros e crédito em 2026.
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