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CPMI do Master: investigações podem ser dificultadas por suposta relação entre cúpula do Congresso e Vorcaro
Publicado 04/02/2026 • 23:24 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 04/02/2026 • 23:24 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
Cabe ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), pautar os pedidos de Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) e de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar um suposto esquema de fraude financeira envolvendo a instituição.
Fontes próximas a ambos relatam que os dois frequentaram a residência em Brasília de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Nos bastidores do Congresso, isso é apontado como um dos principais obstáculos para que as investigações avancem no Parlamento, mesmo após os requerimentos terem extrapolado o número mínimo de assinaturas.
Segundo parlamentares ouvidos sob reserva, Alcolumbre e Motta participaram de encontros organizados por Vorcaro em sua casa no Lago Sul, bairro nobre da capital federal, sobretudo em momentos de maior intensidade da agenda política. Os encontros ocorreram em uma mansão avaliada em cerca de R$ 36 milhões.
Diante desse cenário, a avaliação predominante no Congresso é de que são pequenas as chances da CPI e da CPMI prosperarem. Interlocutores afirmam que Motta e Alcolumbre dificilmente colocarão os requerimentos em votação. O receio, avaliam parlamentares, é que uma CPMI acabasse colocando sob escrutínio não apenas o Banco Master, mas também as relações do dono da instituição com os próprios presidentes da Câmara e do Senado.
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Siga o Times | CNBCNesta terça-feira (3), o requerimento da CPMI foi protocolado com 278 assinaturas. O número supera com folga o mínimo constitucional de 171 deputados e 27 senadores. Ao todo, o texto reúne o apoio de 42 senadores e 236 deputados federais, configurando um recorde histórico de adesão parlamentar a uma CPMI.
Apesar do volume de apoios, interlocutores avaliam que a comissão, se viabilizada, teria alcance limitado. A CPMI serviria, na prática, para permitir que o Congresso tivesse acesso às informações já reunidas pela Polícia Federal sobre o Banco Master, sem poder investigativo amplo nem avanço substantivo sobre eventuais responsabilidades políticas.
Ainda assim, parlamentares avaliam que Alcolumbre pode recorrer a expedientes regimentais para postergar ou esvaziar os trabalhos da comissão. Entre os argumentos ventilados está o de que a CPMI não teria competência para investigar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), tese que poderia ser usada para barrar o avanço da iniciativa.
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