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Conta de luz terá bandeira verde em outubro após cinco meses de cobrança extra
Publicado 26/09/2026 • 13:30 | Atualizado há 33 minutos
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Publicado 26/09/2026 • 13:30 | Atualizado há 33 minutos
KEY POINTS
Foto: Canva
As contas de energia elétrica voltarão a ser cobradas com bandeira verde em outubro, o que elimina a cobrança adicional associada às condições de geração de eletricidade. A mudança foi anunciada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na sexta-feira (25).
A alteração encerra um período de cinco meses com bandeira amarela. Nesse modelo, os consumidores pagavam um adicional de R$ 1,885 por cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.
Segundo a Aneel, a melhora das condições hidrológicas permitiu a retirada da cobrança extra. O aumento das chuvas, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, contribuiu para estabilizar os níveis dos reservatórios das usinas hidrelétricas.
Leia também: Por que a conta de luz no Brasil está entre as mais caras do mundo?
Com mais água disponível nos reservatórios, o sistema elétrico pode ampliar o uso das hidrelétricas e reduzir a necessidade de acionamento de fontes de geração mais caras.
Entre elas estão as usinas termelétricas, que utilizam combustíveis para produzir eletricidade e, em geral, elevam o custo de operação do sistema quando precisam ser acionadas com maior frequência.
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Siga o Times | CNBCA bandeira verde, portanto, indica uma situação mais favorável à produção de energia no país. A mudança não significa redução automática de todos os componentes da tarifa de eletricidade, mas retira o valor adicional das bandeiras tarifárias da conta mensal.
O sistema de bandeiras tarifárias foi criado pela Aneel em 2015 para sinalizar ao consumidor as condições e os custos de geração de energia elétrica no Sistema Interligado Nacional (SIN).
As bandeiras funcionam como um indicador mensal. Quando as condições de geração são favoráveis e os custos permanecem mais baixos, é aplicada a bandeira verde, sem cobrança adicional.
Se o custo da geração aumenta, podem ser acionadas as bandeiras amarela ou vermelha. Nesses casos, um valor extra é acrescentado à fatura conforme o consumo de energia registrado no período.
A bandeira amarela indica um cenário de custos mais elevados e acarreta um acréscimo de cerca de R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos.
Já a bandeira vermelha possui dois níveis. No Patamar 1, o adicional é de R$ 4,46 para cada 100 kWh. No Patamar 2, utilizado em situações de custo ainda maior na geração de energia, o acréscimo chega a R$ 7,87 por 100 kWh.
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