Sem “espírito de vingança”: coordenador de campanha de Flávio Bolsonaro tenta aproximação com Fachin, mas afirma que Senado não vai se omitir de eventuais crimes de ministros
Publicado
06/10/2026 • 15:41
| Atualizado há 42 minutos
Rogério Marinho afirmou a Edson Fachin que uma eventual nova maioria no Senado não atuará com “espírito de vingança” contra ministros do STF.
O senador disse, porém, que a Casa não deve se omitir diante de eventuais crimes de responsabilidade e criticou a condução dos pedidos de impeachment de ministros.
Marinho também levou a Fachin críticas sobre a atuação do Supremo em questões eleitorais e sobre os critérios usados para definir relatores de determinadas petições.
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, afirmou que uma eventual mudança na composição política do Senado não deverá ser usada para promover retaliações contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração foi feita após uma reunião com o presidente da Corte, Edson Fachin, em Brasília.
Segundo Marinho, não haverá “espírito de vingança” contra integrantes do Supremo na próxima legislatura nem em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL). O senador, porém, disse que isso não significa que possíveis irregularidades deixarão de ser analisadas.
Marinho cobra atuação do Senado
Ao comentar a possibilidade de responsabilização de ministros do STF, Marinho afirmou que, caso sejam identificados crimes de responsabilidade, “o Senado não vai se omitir”. O parlamentar criticou a atual condução da Casa e avaliou que o Senado tem deixado de cumprir seu papel ao não analisar pedidos de impeachment apresentados contra ministros do Supremo.
Marinho é citado nos bastidores como um possível candidato à presidência do Senado na próxima legislatura. O cargo tem influência direta nesse tipo de processo, já que cabe ao presidente da Casa decidir se um pedido de impeachment contra integrante do STF terá prosseguimento.
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Atuação em questões eleitorais foi alvo de críticas
Durante o encontro com Fachin, Marinho também afirmou ter manifestado preocupação com o que classificou como uma “intervenção continuada” de ministros do Supremo em assuntos relacionados à Justiça Eleitoral.
O senador citou situações envolvendo Rio de Janeiro e Roraima e defendeu que os resultados eleitorais sejam respeitados. “Quem ganhar eleições precisa ser empossado”, declarou.
Distribuição de processos também foi questionada
Outro tema abordado por Marinho foi a definição de relatores para determinadas petições protocoladas no Supremo.
Na avaliação do senador, o “artifício” utilizado para direcionar alguns casos, que deveria ocorrer de forma excepcional, passou a ser empregado com maior frequência. Segundo ele, a prática “está se tornando regra”.
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