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CPI do Crime Organizado vai votar quebra de sigilo de ligados a Dias Toffoli após carnaval

Publicado 12/02/2026 • 08:30 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • CPI do Crime Organizado vota quebra de sigilo após carnaval
  • Menções a Toffoli em celular de Daniel Vorcaro elevam pressão
  • Banco Master e resorts entram no foco da investigação
Ministro Dias Toffoli durante sessão no STF

Ton Molina/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Ministro Dias Toffoli durante sessão no STF

A CPI do Crime Organizado no Senado deve votar, na semana seguinte ao carnaval, requerimentos de quebra de sigilo e de convocação de pessoas ligadas ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, e ao Banco Master. O anúncio foi feito pelo relator da comissão, senador Alessandro Vieira.

A decisão ocorre após a repercussão de mensagens encontradas pela Polícia Federal no celular do banqueiro Daniel Vorcaro.

CPI amplia foco sobre resorts e Banco Master

Segundo o relator, os primeiros pedidos de quebra de sigilo devem atingir resorts que tiveram participação de dois irmãos do ministro do STF. Toffoli é relator de processo sigiloso envolvendo o Banco Master no Supremo.

Reportagens indicam que fundos de investimento ligados ao pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, teriam adquirido parte da participação societária de irmãos do ministro em resort da rede Tayayá, no Paraná.

A CPI avalia se há conexão entre as operações empresariais e os fatos investigados no âmbito do Banco Master.

Leia também: Caso Master: Toffoli é sócio de empresa que negociou com fundo de cunhado de Vorcaro

Contratos de escritório de advocacia

A comissão também deve votar requerimentos relacionados ao escritório da advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes.

Segundo reportagens, o contrato do escritório com o banco poderia alcançar R$ 129 milhões caso fosse integralmente executado.

A CPI investiga possíveis vínculos entre instituições financeiras e estruturas sob apuração, incluindo lavagem de dinheiro e conexões com organizações criminosas.

Leia também: Calote de R$ 5 bi opõe bandeiras e maquininhas de cartão de crédito após crise do Will Bank

Escopo da CPI do Crime Organizado

Instalada em novembro do ano passado, a CPI do Crime Organizado apura ocupação de território por facções, sistema prisional, corrupção e lavagem de dinheiro.

Para o relator, há elementos que justificam a inclusão do Banco Master no escopo da comissão.

A votação dos requerimentos está prevista para ocorrer após o carnaval, quando os trabalhos legislativos serão retomados no Senado.

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