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DECISÃO 2026: 49% dos eleitores acreditam que Flávio Bolsonaro vai impedir fim da escala 6×1, aponta pesquisa interna da campanha do senador
Publicado 11/10/2026 • 11:30 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 11/10/2026 • 11:30 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
Uma pesquisa interna encomendada pela campanha de Flávio Bolsonaro aponta que 49% dos eleitores brasileiros acreditam que o candidato à Presidência pretende impedir o fim da escala de trabalho 6×1, modelo em que o trabalhador tem direito a um dia de descanso após seis dias de atividade.
O assunto aparece como a principal preocupação entre 11 afirmações sobre propostas atribuídas ao candidato e analisadas pelo instituto Gerp em levantamento interno da campanha obtido pela reportagem do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. O documento monitora pontos que considera ”fake news” sobre a campanha do senador.
O levantamento foi realizado por telefone em 9 de outubro de 2026, com 2 mil eleitores de todo o país. Os entrevistados avaliaram se consideravam verdadeiras ou falsas as informações apresentadas ou se nunca tinham ouvido falar delas.
No caso da escala 6×1, 31% classificaram a afirmação como falsa, enquanto 15% disseram desconhecê-la. Entre os próprios eleitores de Flávio Bolsonaro, 21% consideram verdadeira a possibilidade de ele impedir o fim desse regime de trabalho. O percentual chega a 84% entre os apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva.
Além da jornada de trabalho, o estudo identificou dúvidas sobre possíveis mudanças em direitos e benefícios sociais. Segundo os resultados, 37% dos entrevistados acreditam que Flávio Bolsonaro pretende alterar a Constituição para retirar direitos. Outros 33% consideram verdadeira a possibilidade de acabar com férias, 13º salário e FGTS.
O mesmo percentual, de 33%, acredita que o candidato encerraria o programa Pé-de-Meia. Já 28% apontam como verdadeira a hipótese de cortes no Benefício de Prestação Continuada (BPC) e na Farmácia Popular.
As afirmações relacionadas ao fim do Bolsa Família, do salário mínimo e do Minha Casa, Minha Vida foram consideradas verdadeiras por 27% dos entrevistados, cada uma. O levantamento mede a percepção dos eleitores sobre essas afirmações, mas não apresenta comprovação de que as medidas integrem as propostas do candidato.
A pesquisa também identificou diferenças entre os eleitores dos dois candidatos. Enquanto 69% dos apoiadores de Flávio não consideram verdadeira nenhuma das 11 afirmações apresentadas, apenas 5% dos eleitores de Lula têm a mesma percepção.
No conjunto do eleitorado, 41% acreditam em pelo menos três das afirmações. Desse grupo, 90% declaram voto em Lula.
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Siga o Times | CNBCA proporção varia conforme o perfil dos entrevistados. Entre pessoas sem religião, 55% consideram verdadeiras três ou mais informações. O índice é de 47% entre mulheres, 48% no Nordeste e 25% entre evangélicos.
O relatório ressalta que os dados não permitem estabelecer uma relação de causa e efeito entre a preferência eleitoral e a avaliação das afirmações.
Entre os entrevistados classificados pelo instituto como eleitores em disputa, 51% acreditam que Flávio Bolsonaro impediria o fim da escala 6×1. Esse grupo representa aproximadamente 13% da amostra e reúne pessoas que afirmaram não ter votado em Lula nem em Flávio no primeiro turno.
Nesse segmento, 42% declaram intenção de votar em Flávio no segundo turno, contra 34% em Lula. Outros 24% não escolheram nenhum dos dois. A diferença entre os candidatos está dentro da margem de oscilação considerada pelo relatório.
No resultado geral apresentado pelo instituto, Flávio aparece com 52% das intenções de voto, ante 43% de Lula, enquanto 5% não optam por nenhum dos candidatos.
Diante dos resultados, o documento interno orienta a campanha de Flávio Bolsonaro a priorizar explicações sobre sua posição em relação à escala 6×1 e à manutenção de direitos trabalhistas e programas sociais. A recomendação é que o próprio candidato trate dos assuntos publicamente, com apoio de sua equipe nas redes sociais.
Entre os eleitores em disputa, 42% consideram necessário que Flávio responda às afirmações, enquanto 37% entendem que ele não precisa se manifestar. Outros 20% não souberam responder.
O relatório também sugere atenção aos programas Bolsa Família, BPC e Pé-de-Meia, especialmente entre os eleitores de menor renda.
Produzido pela Gerp Mercadologia, o estudo reúne resultados de opinião e recomendações de comunicação política. O material não informa uma margem de erro numérica nem detalha o nível de confiança da pesquisa.
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