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DECISÃO 2026: Flávio recebe apoio de Caiado e União Progressista e amplia articulação para o 2º turno; veja o dia do candidato à Presidência
Publicado 06/10/2026 • 21:28 | Atualizado há 30 minutos
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Publicado 06/10/2026 • 21:28 | Atualizado há 30 minutos
KEY POINTS
Flávio Bolsonaro (PL) dedicou esta terça-feira (6) à ampliação de alianças para o segundo turno da eleição presidencial e recebeu novos apoios enquanto dividia a agenda entre Brasília e Goiânia.
Pela manhã, o candidato participou de reuniões em Brasília e voltou a se encontrar com o governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Flávio afirmou à imprensa que já teve uma primeira conversa com dirigentes do Republicanos e do Podemos e que aguarda a discussão interna das duas legendas antes de uma eventual formalização de apoio.
“É um movimento natural, é uma identidade programática que nós conversamos”, afirmou.
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À tarde, Flávio seguiu para Goiânia acompanhado de Tarcísio para participar de um ato com Ronaldo Caiado e o governador eleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB).
Caiado disputou a Presidência e terminou o primeiro turno em quinto lugar, com 2,18% dos votos válidos.
O encontro em Goiânia marcou a aproximação entre Flávio e Caiado depois dos embates entre os dois durante o primeiro turno.
Caiado reconheceu durante o evento que havia excedido nas críticas ao adversário enquanto disputava a Presidência e afirmou que, encerrada a primeira etapa da eleição, passará a atuar pela candidatura do PL.
Flávio classificou a aproximação como uma demonstração de capacidade de união.
“A nossa união mostra para o povo brasileiro que a gente tem a capacidade e a maturidade”, afirmou.
Caiado também entregou ao candidato um documento com propostas e compromissos programáticos. Flávio disse haver convergência entre as duas agendas e afirmou que pretende observar experiências de Goiás e de São Paulo na área de segurança pública caso seja eleito.
Durante o ato, Flávio voltou a defender o endurecimento de medidas na segurança pública, com aumento de vagas no sistema prisional, penas maiores para chefes de organizações criminosas e redução da maioridade penal para determinados crimes.
A adesão de Caiado ocorreu no mesmo dia em que a Federação União Progressista anunciou formalmente apoio a Flávio no segundo turno.
A decisão foi tomada em reunião da cúpula e das bancadas dos dois partidos. A federação informou que fechou questão, mecanismo pelo qual os integrantes devem seguir a orientação partidária.
Flávio também mantém conversas com Republicanos e Podemos.
Na manhã desta terça-feira, o candidato disse que os dirigentes das duas legendas ainda consultarão suas respectivas bancadas antes de tomar uma posição formal. Até o momento, nenhum dos dois partidos anunciou oficialmente apoio.
Tarcísio tem participado diretamente dessas articulações. O governador paulista esteve com Flávio em Brasília e depois acompanhou o candidato no compromisso em Goiânia.
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Siga o Times | CNBCAlém das articulações políticas, Flávio voltou a tratar nesta terça-feira da proposta para alterar a escala de trabalho 6×1.
O candidato criticou o momento em que o tema voltou ao debate eleitoral e acusou Lula de utilizar a pauta durante o segundo turno.
“Lula, em quatro anos de governo, não faz. Agora, no meio do segundo turno, ele vem de uma forma oportunista”, disse.
Flávio não declarou nesta terça-feira voto favorável ou contrário ao texto em discussão no Senado. Em vez disso, defendeu uma alternativa baseada na flexibilização das jornadas e na possibilidade de negociação entre trabalhadores e empregadores.
O candidato afirmou que considera mais adequada uma proposta que permita diferentes jornadas conforme as necessidades de cada trabalhador. Também citou como exemplo mães que precisam conciliar o trabalho com os cuidados dos filhos.
Flávio também apresentou nesta terça algumas das propostas econômicas que pretende explorar durante o segundo turno.
O candidato defendeu a redução da carga tributária sobre a folha de pagamento, menos burocracia e maior segurança jurídica para empresas. Segundo ele, essas medidas seriam usadas para estimular contratações e ampliar os investimentos nacionais e estrangeiros.
Flávio afirmou ainda que pretende fazer um “tesouraço” em impostos e burocracia e criticou mudanças frequentes de regras para empresas e investidores.
Durante o evento em Goiânia, Flávio também destacou o avanço de partidos de direita nas eleições para o Congresso e afirmou que pretende utilizar a nova composição do Legislativo para promover mudanças constitucionais caso seja eleito.
“O Brasil já me deu um Congresso muito mais à direita do que ele já é hoje”, afirmou. Na sequência, citou a possibilidade de eleger os presidentes da Câmara e do Senado e falou em “mudar a Constituição” e “redemocratizar” o país.
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O PL elegeu 121 deputados federais e terá 28 senadores na próxima legislatura, considerando os novos eleitos e os parlamentares com mandato em andamento. Mudanças na Constituição exigem o apoio de três quintos dos integrantes de cada Casa em dois turnos de votação.
Flávio também confirmou nesta terça-feira que pretende participar dos debates contra Lula durante o segundo turno.
“Vou participar de debates. Eu acho que são importantes”, afirmou.
Segundo o candidato, a intenção é utilizar os encontros para comparar propostas e os resultados dos governos dos dois campos políticos.
Band e Estadão marcaram para 18 de outubro, às 20h, um debate entre os dois candidatos. A data inicialmente prevista era 11 de outubro, mas foi alterada após consultas da produção.
Flávio terminou o primeiro turno na liderança, com 56.104.503 votos, equivalentes a 47,03% dos votos válidos. Lula recebeu 53.879.538 votos, ou 45,16%. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.
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