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DECISÃO 2026: Lula diz que “não há por que ter segundo turno” e Flávio fala em “tirar o Brasil do cativeiro”; veja o dia dos candidatos ao Planalto

Publicado 02/10/2026 • 22:34 | Atualizado há 32 minutos

KEY POINTS

  • Lula (PT) fez atos no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte e pediu mobilização para tentar encerrar a disputa no primeiro turno.
  • Flávio encerrou o dia em Montes Claros, ao lado de Nikolas Ferreira (PL-MG), e afirmou que faltam “poucas horas” para o que chamou de “libertação do país”.
  • Augusto Cury (Avante) disse avaliar um pedido para adiar a eleição por uma semana; Renan Santos (Missão) desafiou Flávio para um debate e prometeu apoiá-lo caso seja derrotado no confronto.
Montagem com candidatos à Presidência que participam de agendas de campanha nas eleições de 2026

A dois dias do primeiro turno, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) concentraram a campanha no Sudeste nesta sexta-feira (2) e intensificaram os apelos aos eleitores. Lula passou pelo Rio de Janeiro e por Belo Horizonte, enquanto Flávio encerrou o dia em Montes Claros, no Norte de Minas, ao lado de Nikolas Ferreira. 

Lula pede mobilização para tentar encerrar disputa no primeiro turno

Lula começou o dia com um ato no centro do Rio de Janeiro. Em carro aberto, percorreu o trajeto entre a Candelária e a Cinelândia e voltou a pedir votos para tentar vencer a eleição já no domingo.

“Não há por que ter segundo turno se a gente pode matar a desgraça no primeiro turno”, afirmou. O presidente também fez um apelo específico aos eleitores com mais de 70 anos, para quem o voto é facultativo, e pediu que compareçam às urnas. 

Lula também voltou a citar o Banco Master e o caso das fraudes no INSS em ataques aos adversários. No mesmo discurso, reforçou a defesa do fim da escala 6×1 sem redução salarial e da proibição das bets. 

À tarde, o presidente seguiu para Belo Horizonte, onde participou de caminhada com Patrus Ananias (PT), Marília Campos (PT) e Áurea Carolina (PSOL). No ato, voltou a pedir a participação de jovens e idosos na votação e defendeu investimentos em universidades públicas e ciência. 

Flávio diz que faltam poucas horas para “tirar o Brasil do cativeiro”

Flávio teve um único compromisso público nesta sexta-feira e escolheu Minas Gerais para a reta final da campanha.

À noite, participou em Montes Claros do chamado “Bloquinho do Nikolas”, ao lado de Nikolas Ferreira, do candidato do PL ao governo mineiro, Flávio Roscoe, e de outros aliados. 

No discurso, Flávio disse que a votação de domingo representa uma oportunidade de mudança de governo.

“Faltam poucas horas pra tirar o Brasil do cativeiro”, afirmou. Segundo o candidato, ele pretende honrar a confiança dos eleitores e considera que falta pouco para, em suas palavras, libertar o país. 

O ato ocorreu um dia depois de Flávio desistir de participar do debate presidencial da TV Globo. A emissora cancelou o programa após a desistência do candidato e uma sequência de decisões judiciais que alteraram a composição e as regras acertadas anteriormente. Lula já havia informado que não participaria. 

Cury avalia pedir adiamento da eleição

Augusto Cury foi a Brasília nesta sexta-feira e realizou uma manifestação na Praça dos Três Poderes contra decisões tomadas pelo STF e pelo TSE na reta final da campanha.

O candidato afirmou que considera as medidas uma interferência no processo eleitoral e disse que o Judiciário deve atuar como guardião da Constituição sem interferir na disputa política. 

“Chamei alguns advogados para fazer até um mandado de segurança para adiar essas eleições para mais uma semana. Não sei, não pedi ainda, mas nós estamos elaborando esse mandado e não sei se o faremos”, afirmou. 

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Cury também afirmou que pediu a advogados que estudem um mandado de segurança para tentar adiar o primeiro turno por uma semana devido ao cancelamento do debate da Globo.

O presidenciável argumentou que o debate seria importante para ampliar o conhecimento do eleitorado sobre sua candidatura. Ele também descartou, por enquanto, declarar apoio a Lula ou Flávio em um eventual segundo turno. 

Caiado critica tributação desigual para comércio brasileiro

Ronaldo Caiado concentrou novamente a campanha em Goiás. Participou de caminhada na Região da 44, em Goiânia, seguiu para Aparecida de Goiânia e retornou à capital para um bandeiraço na Avenida Anhanguera. 

Na passagem por um dos principais polos comerciais de Goiânia, Caiado criticou a diferença de tratamento tributário entre produtos importados e mercadorias produzidas no Brasil.

“Se está dando 100% de isenção até US$ 50, que seja dado também a nós que estamos produzindo no Brasil”, afirmou o candidato. 

Caiado defendeu condições equivalentes para empresas brasileiras competirem com plataformas estrangeiras. A agenda do dia também foi utilizada para apoiar a campanha de Daniel Vilela (MDB) ao governo de Goiás e de candidatos da coligação estadual. 

À noite, participou de uma missa de sétimo dia em Anápolis.

Renan desafia Flávio para debate e oferece apoio em troca

Renan Santos teve compromissos em São Paulo nesta sexta-feira, com coletiva de imprensa e participação prevista no podcast Inteligência Ltda.

Antes da agenda da noite, o candidato publicou um desafio a Flávio para que os dois realizem um debate direto neste sábado (3). Renan disse que está disposto a retirar a candidatura e apoiar o adversário ainda no primeiro turno caso considere que Flávio venceu o confronto. 

“Se o Flávio vencer, eu reconheço na hora, retiro oficialmente a minha candidatura e declaro apoio a ele ainda no primeiro turno”, afirmou. 

O desafio ocorre depois do cancelamento do debate da Globo. Renan havia conseguido, horas antes do programa, uma decisão de Gilmar Mendes que garantia sua participação. Flávio anunciou posteriormente que não compareceria, e a emissora decidiu cancelar o encontro. 

Zema fica sem agenda pública

Romeu Zema não divulgou compromissos públicos de campanha nesta sexta-feira.

A candidatura chegou à reta final sob pressão de integrantes do próprio campo político para concentrar votos em Flávio. O vice de Zema, Eduardo Girão, defendeu nesta sexta a manutenção da chapa do Novo e criticou a estratégia de voto útil no primeiro turno. 

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