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DECISÃO 2026: Lula e Flávio Bolsonaro mudam tom para último debate antes do 2º turno
Publicado 23/10/2026 • 16:54 | Atualizado há 2 minutos
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Publicado 23/10/2026 • 16:54 | Atualizado há 2 minutos
KEY POINTS
Foto: Imagem cedida por TV Band
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) chegam ao último debate antes do segundo turno com estratégias revistas, reforço de aliados na preparação e a orientação comum de reduzir o espaço para provocações no confronto desta sexta-feira (23), na TV Globo.
Flávio passou os últimos dias treinando com uma equipe que ganhou o reforço do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e foi orientado a adotar uma postura mais técnica e propositiva. Lula, por sua vez, teve a preparação reforçada pelo ministro Sidônio Palmeira, pelo governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), e pelo senador Camilo Santana, com foco em evitar provocações e apresentar com mais clareza o legado de seus governos.
As mudanças ocorrem depois da avaliação feita pelas duas campanhas sobre o primeiro confronto direto do segundo turno, realizado pela Band no último domingo (18). Aliados dos dois candidatos identificaram pontos a corrigir e ampliaram o tempo reservado à preparação para o encontro desta sexta.
O debate começa às 21h20, nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, com mediação de César Tralli. É o último encontro televisionado entre os candidatos antes da votação de domingo (25).
Leia também: DECISÃO 2026: Lula e Flávio autorizam abertura de sigilos ao TSE; entenda os próximos passos
A campanha de Flávio quer que o senador apareça menos concentrado em ataques ao adversário e mais preparado para explicar o que pretende fazer caso seja eleito.
Economia, segurança pública, custo de vida, saúde e programas sociais estão entre os assuntos treinados pela equipe. Na avaliação de aliados, Flávio deixou oportunidades passar no debate anterior ao não aprofundar propostas e repetir argumentos contra o governo.
Tarcísio participou diretamente da preparação e defendeu uma mudança de postura. A orientação é que o candidato apresente respostas mais técnicas e evite repetir o comportamento mais provocativo adotado na Band.
Também participam dos treinamentos o marqueteiro Duda Lima, Fábio Portela e o consultor de comunicação Mário Rosa. O senador eleito Guilherme Derrite (PP-SP) auxilia na preparação sobre segurança pública, enquanto a economista Daniella Marques atua nos temas econômicos.
Pablo Marçal, que esteve próximo do candidato no debate anterior, perdeu espaço nesta etapa da preparação. Aliados passaram a defender internamente um estilo mais próximo do adotado por Tarcísio e menos marcado pela provocação.
Tarcísio e a senadora Tereza Cristina (PP-MS) estão entre os aliados esperados ao lado de Flávio no evento.
Do lado de Lula, a principal orientação é evitar que o presidente perca o foco diante de ataques e usar mais tempo para apresentar propostas e defender realizações de seus governos.
A campanha pretende destacar políticas sociais, medidas voltadas à renda e ações relacionadas ao custo de vida. Lula também foi treinado para responder a temas que devem ser explorados pelo adversário, entre eles questionamentos envolvendo seu filho Fábio Luís Lula da Silva e a lobista Roberta Luchsinger.
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Siga o Times | CNBCA preparação tem participação de Sidônio Palmeira, Rafael Fonteles, Camilo Santana e da jornalista Olga Curado. A equipe também fez simulações sobre economia, segurança, benefícios sociais e temas que podem aparecer durante os ataques de Flávio.
Entre os aliados esperados próximos ao presidente estão ainda a primeira-dama Janja, Rui Costa (PT), André Janones (REDE) e Edinho Silva (PT). Fernando Haddad (PT) também poderá comparecer.
Lula também recebeu orientação para controlar melhor a movimentação no palco e preservar a voz antes do encontro. A preparação da campanha levou em conta situações do debate da Band em que o presidente se afastou da área central do cenário e demonstrou incômodo com a movimentação do adversário.
As campanhas trabalham com uma estratégia de combinar propostas com referências a episódios que possam levar o eleitor a buscar mais informações sobre o rival.
Flávio deve explorar temas como inflação, segurança pública, o caso do INSS e as declarações de Roberta Luchsinger. Lula, por sua vez, foi preparado para questionar o adversário sobre suas relações com o advogado Willer Tomaz e com Daniel Vorcaro.
Outro assunto que pode voltar ao confronto é o desafio para abertura de sigilos bancários e telefônicos, levantado no debate anterior e incorporado às estratégias das duas campanhas.
O objetivo dos dois lados é atacar pontos vulneráveis do adversário sem transformar todo o encontro em uma troca de acusações, principalmente diante da preocupação das campanhas com a reação dos eleitores ainda não consolidados.
Leia também: DECISÃO 2026: Flávio tem 51,3% e Lula 48,7% dos votos válidos, aponta Veritá
As próprias regras definidas pela Globo devem reduzir algumas das cenas vistas no debate anterior.
Nos três primeiros blocos, o candidato que estiver com a palavra poderá circular pelo palco, enquanto o adversário deverá permanecer junto ao próprio púlpito. No bloco de tema livre, os dois poderão se movimentar, mas cada um ficará restrito ao seu lado do cenário.
A mudança limita a possibilidade de um candidato permanecer atrás do adversário enquanto ele fala, situação que marcou o encontro da Band e entrou na avaliação das duas campanhas.
O formato, porém, continuará reservando espaço para confronto direto. No bloco de tema livre, Lula e Flávio terão oito minutos de fala para administrar durante o embate.
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