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Economia Brasileira

Acordo Mercosul-UE: exportadores estão apreensivos após decisão do Parlamento Europeu

Publicado 22/01/2026 • 15:31 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos afirmou que o acordo Mercosul-UE reúne segundo maior PIB do mundo, de US$ 22 trilhões, e que este é bom para dois lados, mas tem muita resistência na Europa.
  • Para Jorge Viana, as salvaguardas estabelecidas protegem distorções de mercado.
  • Ele afirmou que a implementação provisória do acordo Mercosul-UE ou pressão ao judiciário não cabe ao Brasil.

O presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Jorge Viana, disse, nesta quinta-feira (22) que há apreensão em relação ao acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE) depois do tarifaço norte-americano e com a judicialização do acordo por parte da Comissão Europeia.

Viana afirmou que o acordo Mercosul-UE reúne segundo maior PIB do mundo, de US$ 22 trilhões (R$ 116,6 trilhões) e que este é bom para dois lados, mas tem muita resistência na Europa. Para ele, as salvaguardas estabelecidas protegem distorções de mercado.

O presidente da Apex também informou que conversou na quarta-feira com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e que este afirmou que aprovar o acordo no Legislativo brasileiro será agenda prioritária para 2026.

“Ele (Alcolumbre) vai transformar esse tema na agenda principal da volta dele agora para o recesso. Essa é a principal agenda. Vamos ver se ele age junto com os líderes dos Congressos do Mercosul, para aprovar o quanto antes, no Brasil e no Mercosul. É uma maneira educada de pressionarmos os europeus”, explicou Viana.

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Ele repetiu o que disse o vice-presidente, Geraldo Alckmin, que o governo quer acelerar a internalização do acordo com os europeus. “Setores mais extremos à esquerda e setores mais extremos à direita se juntaram, criaram uma espécie de colisão contra o acordo”, disse.

Viana afirmou que o Conselho Europeu deve se posicionar nesta quinta sobre votação do acordo Mercosul-UE.

Ele citou que a revisão jurídica também foi utilizada no acordo entre UE e Canadá. Por fim, afirmou que a implementação provisória do acordo Mercosul-UE ou pressão ao judiciário não cabe ao Brasil.

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