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Economia Brasileira

Alckmin atribui reduções e cancelamentos de tarifas a encontro ‘de 39 segundos’ entre Lula e Trump

Publicado 04/10/2025 • 15:55 | Atualizado há 1 ano

KEY POINTS

  • Alckmin disse que houve avanços nas negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos após a breve conversa entre Lula e Trump nos bastidores da Assembleia Geral da ONU.
  • Segundo Alckmin, a reunião em Nova York representou um “primeiro passo importante” para a revisão de tarifas impostas pelos EUA a produtos brasileiros.

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin, afirmou neste sábado (4), em Brasília, que os avanços recentes nas negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos tiveram origem na breve conversa “de 39 segundos” entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente norte-americano Donald Trump, nos bastidores da Assembleia Geral da ONU, em Nova York.

O vice-presidente também destacou reduções recentes em alíquotas de outros itens. “Madeira serrada, que estava taxada em 50%, caiu para 10%. Armários e móveis de sofá passaram de 50% para 25%. Isso deve representar cerca de US$ 370 milhões”, explicou, ressaltando que a nova taxação passou a valer de forma igual para o Brasil e outros países, dentro da chamada seção 232 da legislação americana.

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Segundo Alckmin, o diálogo representou um “primeiro passo importante” para a revisão de tarifas impostas pelos EUA a produtos brasileiros. “Depois da conversa do presidente Lula com o presidente Trump, tivemos alguns avanços. Produtos como celulose, ferro-níquel e herbicida tiveram tarifa zerada. Somando tudo, dá US$ 1,7 bilhão, o equivalente a 4% das nossas exportações para os Estados Unidos no ano passado”, disse.

Alckmin afirmou ainda que mantém conversas frequentes com o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, e com o embaixador Jameson Greer, chefe do USTR, órgão responsável por políticas comerciais da Casa Branca.

“O encontro foi fundamental. Temos convicção de que virão próximos passos. Não há razão para essas tarifas, já que os Estados Unidos são superavitários conosco. Do G20, apenas Reino Unido, Austrália e Brasil apresentam superávit para eles. O Brasil não é problema, é solução. Temos uma avenida pela frente para aumentar investimentos recíprocos e complementariedade econômica”, declarou.

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