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Economia Brasileira

Após anos de atritos, Nubank é aceito na Febraban e passa a integrar núcleo do setor bancário

Publicado 16/03/2026 • 18:30 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Febraban aprovou por unanimidade a entrada do Nubank durante reunião ordinária realizada nesta segunda-feira (16), em São Paulo, marcando uma reaproximação entre a fintech e os grandes bancos.
  • A adesão ocorre enquanto o Nubank busca obter licença bancária no Brasil, processo anunciado no fim de 2025 e ainda sem definição sobre o formato.
  • A relação entre as instituições havia sido marcada por críticas públicas e disputas regulatórias, especialmente nas discussões sobre tributação e regras para fintechs.
Depois de anos de tensões com os grandes bancos, o Nubank foi aprovado para integrar a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). A decisão ocorreu por unanimidade na primeira reunião ordinária da entidade em 2026, realizada nesta segunda-feira (16). A proposta de inclusão foi apresentada pelo conselheiro Milton Maluhy Filho, presidente do Itaú Unibanco.

Depois de anos de tensões com os grandes bancos, o Nubank foi aprovado para integrar a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). A decisão ocorreu por unanimidade na primeira reunião ordinária da entidade em 2026, realizada nesta segunda-feira (16). A proposta de inclusão foi apresentada pelo conselheiro Milton Maluhy Filho, presidente do Itaú Unibanco.

Com a adesão, a fintech passará a participar das principais instâncias deliberativas da Febraban, ampliando sua presença nos fóruns institucionais que discutem os rumos da indústria bancária brasileira.

Segundo o CEO da Febraban, Isaac Sidney, a entrada da empresa representa um passo importante para ampliar o diálogo dentro do setor. Em nota, ele afirmou que “a iniciativa do Nubank é muito bem-vinda”, destacando que o movimento reforça o interesse da fintech em participar das articulações institucionais do sistema financeiro e evidencia o compromisso da federação com a pluralidade de modelos de negócios.

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Na mesma manifestação, a CEO do Nubank no Brasil, Livia Chanes, afirmou que a participação na entidade permitirá levar ao debate institucional a experiência da empresa em inovação, inclusão financeira e foco no cliente. Segundo ela, a fintech pretende contribuir para simplificar a indústria e reduzir a complexidade do sistema financeiro.

Movimento ocorre enquanto fintech busca licença bancária

A filiação também se conecta ao plano do Nubank de obter licença bancária no Brasil, anunciado no final de 2025. A instituição ainda não informou se pretende solicitar autorização diretamente ao Banco Central ou adquirir um banco já estabelecido no país.

Fundado há 12 anos, o Nubank se tornou a maior instituição financeira privada do Brasil em número de clientes, com 113 milhões de usuários no país. A empresa afirma atender mais de 60% da população adulta brasileira e ter sido responsável pela inclusão de cerca de 29 milhões de pessoas no sistema financeiro nos últimos anos.

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Mesmo com a nova filiação, o Nubank continuará participando de outras organizações do setor, como Zetta, que reúne fintechs e empresas de tecnologia, a ABBC, que representa bancos médios, e a Anbima, ligada ao mercado de capitais e fundos de investimento.

Reaproximação após críticas públicas

A entrada na Febraban também simboliza uma mudança na relação entre a fintech e os grandes bancos, marcada recentemente por trocas de acusações públicas.

No fim de 2025, a Febraban afirmou que o Nubank buscava se beneficiar de uma “meia entrada regulatória”, numa crítica ao modelo de funcionamento das fintechs. A declaração respondeu a uma publicação do CEO do Nubank, David Vélez, que argumentava que o banco digital pagava mais impostos que seus concorrentes tradicionais e desempenhava papel central na inclusão financeira.

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Na ocasião, a federação rebateu citando dados que apontariam o Nubank como “campeão dos juros e da inadimplência”, além de destacar sua alta lucratividade. O embate ocorreu no contexto das discussões no Congresso Nacional sobre mudanças tributárias que levaram ao aumento gradual da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) para fintechs.

Apesar das divergências recentes, fintechs e bancos tradicionais voltaram a se aproximar no início deste ano, inclusive com manifestações conjuntas em defesa da atuação do Banco Central no caso envolvendo o Banco Master, tema que chegou a ser questionado no Tribunal de Contas da União (TCU) e por setores políticos.

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