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Consignado privado é reposta do governo aos juros altos, afirma Haddad
Publicado 20/03/2025 • 13:59 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 20/03/2025 • 13:59 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
Ele concedeu entrevista ao programa "Bom Dia, Ministro", da EBC nesta quinta-feira (20).
Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que a proposta do governo para o consignado privado é uma resposta aos juros altos, frisando que a fixação da Selic cabe ao Banco Central independente. Ele concedeu entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, da EBC nesta quinta-feira (20).
Haddad comentou sobre a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de elevar a taxa básica de juros para 14,25% ao ano. “Subiu para 14,25% ao ano, o que considero uma taxa elevada. Você considera, eu considero, todos que nos ouvem consideram”, disse.
“Quando você faz um projeto como esse crédito consignado, você está estendendo para o trabalhador celetista aquilo que já é direito do aposentado e do servidor público. O crédito pessoal sempre foi muito caro no Brasil, mas muito caro. Mesmo quando o juro era baixo, o crédito pessoal sempre foi caro”, disse o ministro.
Ele defendeu o projeto do consignado privado, que poderá ser contratado a partir de uma plataforma do governo que deve entrar em operação na última sexta-feira (21). “Apesar do aumento da Selic, nós estamos abrindo um caminho para permitir que você renegocie as suas dívidas a taxas mais civilizadas”, disse.
Haddad ainda argumentou que essa medida vai inibir o superendividamento, ao permitir a migração de um crédito caro para outro mais barato, com taxa de juros menor.
“Nós estamos inibindo o superendividamento, porque muitas vezes o superendividamento é uma decorrência do juro alto, e não do fato de que o cara tomou muito dinheiro. Porque o pouco dinheiro a juro alto se transforma no montante impagável. Agora, se você der condições para o trabalhador administrar a sua carteira, os créditos que ele está tomando a um juro razoável, você impede o superendividamento”, pontuou.
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