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Taxa de desemprego cai a 5,2% e renova mínima histórica em novembro
Publicado 30/12/2025 • 09:38 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 30/12/2025 • 09:38 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Fila do emprego em São Paulo.
Rovena Rosa/Agência Brasil
O desemprego no Brasil caiu para 5,2% no trimestre encerrado em novembro de 2025, o menor nível desde o início da série histórica da PNAD Contínua, iniciada em 2012. O indicador recuou 0,4 ponto percentual em relação ao trimestre anterior (5,6%) e 0,9 ponto na comparação anual, quando estava em 6,1%.
Os dados mostram uma melhora consistente do mercado de trabalho, com queda do número de desocupados, avanço da ocupação e crescimento da renda real.
A população desocupada somou 5,6 milhões de pessoas, o menor contingente da série histórica. O número recuou 7,2% no trimestre, o equivalente a 441 mil pessoas, e caiu 14,9% em um ano, com redução de 988 mil pessoas.
Já a população ocupada atingiu 103,0 milhões de pessoas, recorde histórico. Houve crescimento de 0,6% no trimestre, com a criação de 601 mil postos, e alta de 1,1% no ano, o que representa 1,1 milhão de pessoas a mais trabalhando.
O nível da ocupação, que mede a proporção de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, chegou a 59,0%, também o maior da série histórica.
A taxa de subutilização, que inclui desocupados, subocupados por insuficiência de horas e pessoas na força de trabalho potencial, caiu para 13,5%, a menor da série histórica. O indicador recuou 0,6 ponto percentual no trimestre e 1,7 ponto em relação ao mesmo período de 2024.
A população subutilizada somou 15,4 milhões de pessoas, o menor nível desde o trimestre encerrado em dezembro de 2014. No trimestre, houve redução de 627 mil pessoas, enquanto no ano a queda chegou a 2,1 milhões.

A taxa de informalidade ficou em 37,7% da população ocupada, o equivalente a 38,8 milhões de trabalhadores, abaixo dos níveis observados tanto no trimestre anterior quanto no mesmo período de 2024.
O número de empregados com carteira assinada no setor privado alcançou 39,4 milhões, recorde da série histórica. O contingente ficou estável no trimestre e cresceu 2,6% no ano, com a criação de 1,0 milhão de vagas formais.
O emprego no setor público também atingiu recorde, com 13,1 milhões de trabalhadores, após crescimento de 1,9% no trimestre e de 3,8% no ano. Já o número de empregados sem carteira no setor privado recuou 3,4% em um ano.
O rendimento real habitual médio de todos os trabalhos chegou a R$ 3.574, o maior valor da série histórica. O indicador avançou 1,8% no trimestre e 4,5% na comparação anual.
Com isso, a massa de rendimento real habitual alcançou R$ 363,7 bilhões, novo recorde. O valor cresceu 2,5% no trimestre, com acréscimo de R$ 9,0 bilhões, e 5,8% no ano, alta de R$ 19,9 bilhões.

Na comparação com o trimestre anterior, o aumento da ocupação ocorreu principalmente no grupamento de administração pública, defesa, educação, saúde e serviços sociais, com crescimento de 2,6%, ou 492 mil pessoas.
Em relação ao mesmo período de 2024, houve avanço também em transporte, armazenagem e correio, com alta de 3,9%, enquanto o número de ocupados em serviços domésticos recuou 6,0% no ano.
O conjunto dos dados aponta para um mercado de trabalho mais apertado, com baixo desemprego, redução da subutilização e crescimento da renda. Esse cenário tende a sustentar o consumo das famílias, mas também entra no radar da política monetária por seus efeitos potenciais sobre preços e salários nos próximos meses.
A próxima divulgação da PNAD Contínua está prevista para 30 de janeiro de 2026.
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