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Em esforço por negociar tarifas sobre produtos brasileiros nos EUA, ex-embaixador diz que ‘há espaço para entendimento’
Publicado 03/09/2025 • 17:08 | Atualizado há 6 meses
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Publicado 03/09/2025 • 17:08 | Atualizado há 6 meses
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O ex-embaixador do Brasil nos Estados Unidos e atual consultor da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Roberto Azevêdo, afirmou nesta quarta-feira (3) que existe “espaço para entendimento” nas negociações sobre as tarifas de até 50% impostas pelos EUA a produtos brasileiros.
Azevêdo integra a missão empresarial em Washington que busca rever as medidas adotadas pelo governo americano e disse acreditar que a solução dependerá da evolução das conversas e da disposição para barganhas de ambas as partes.
“Nesse momento todas as alternativas são possíveis. Acho que sim, que há espaço para chegarmos a um entendimento que reduza as tarifas em determinado momento. Tudo vai depender muito de como essas conversas vão evoluir”, afirmou.
Segundo o ex-embaixador, há interesses divergentes dentro dos Estados Unidos: enquanto algumas companhias preferem manter o mercado fechado para garantir exclusividade, outras pressionam por insumos mais baratos para preservar a competitividade de suas cadeias de produção.
“As empresas americanas são muito pragmáticas. Elas querem parcerias e alianças que abram mercado e melhorem as condições de negócio. Acredito que vai prevalecer a cooperação, e não o protecionismo”, avaliou.
Azevêdo lembrou ainda que parte das ações judiciais sobre o tema foi iniciada por empresas norte-americanas que se dizem prejudicadas pelas tarifas, o que pode abrir caminho para uma revisão mais ampla da chamada Seção 301, dispositivo usado por Washington para justificar as medidas.
“Nos Estados Unidos existe muita cultura do litígio. Se você não consegue as coisas por uma via, você vai para as cortes. E nós temos que estar preparados para isso”, disse.
As declarações ocorrem em meio à crescente tensão no comércio bilateral. De um lado, representantes do setor produtivo brasileiro tentam reverter as tarifas; de outro, no campo político, líderes internacionais — como o presidente russo, Vladimir Putin — têm explorado o tema, acusando Washington de usar a guerra na Ucrânia como justificativa para medidas comerciais contra países como o Brasil.
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