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Falhas internas podem ter pesado mais que escândalo do Master na recuperação judicial da Fictor

Publicado 07/02/2026 • 20:05 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Os problemas da Fictor, que entrou em pedido de recuperação judicial no último domingo (1), têm raízes mais profundas que vão além da crise de liquidez envolvendo a tentativa de compra do Banco Master.
  • Segundo apuração da reportagem, os problemas envolvem falhas de governança e uma estrutura excessivamente centralizada para um conglomerado com oito empresas, gerando uma "ineficiência generalizada".

Os problemas da Fictor, que entrou em pedido de recuperação judicial no último domingo (1), têm raízes mais profundas que vão além da crise de liquidez envolvendo a tentativa de compra do Banco Master – algo que o grupo atribuiu publicamente a um “bombardeio midiático”.

De acordo com fontes com interlocução junto à Fictor, os problemas envolvem falhas de governança e uma estrutura excessivamente centralizada para um conglomerado com oito empresas, gerando uma “ineficiência generalizada”. 

Relatos indicam que a empresa, que possui ações da Fictor Alimentos listadas na Bolsa, funcionava como muitos grupos empresariais fechados no Brasil: com decisões concentradas em poucas pessoas e funções executivas sobrepostas. 

Mas enquanto a empresa gerava caixa, essas ineficiências acabavam ficando em segundo plano. Já com o aperto financeiro, fragilidades na gestão, nos controles e na distribuição de despesas passaram a ficar mais evidentes.

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Ainda chamava atenção o contraste entre gastos elevados com marketing, patrocínios e ações de visibilidade, como o patrocínio ao Palmeiras e campanhas institucionais de alto custo, em meio à postergação recorrente de pagamentos a fornecedores e parceiros estratégicos. 

Segundo apuração, compromissos financeiros chegaram a ser renegociados sucessivas vezes, com prazos empurrados de um mês para outro, enquanto despesas de exposição institucional eram mantidas. 

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Com isso, a tentativa de aquisição do Banco Master foi vista como uma decisão mal explicada e, possivelmente, mal avaliada. Não ficou claro se houve, de fato, uma proposta formal, qual teria sido o modelo da operação e nem se houve um laudo consistente de avaliação econômica do negócio. 

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A interpretação é de que o pedido de recuperação judicial funcionaria como um instrumento para ganhar fôlego financeiro, com a suspensão temporária das cobranças e o prazo legal de até 180 dias para renegociar dívidas.

Para as fontes ouvidas pelo Times Brasil, Licenciado Exclusivo CNBC,  o episódio do Master acabou funcionando mais como um catalisador de uma crise que já vinha sendo gestada, expondo fragilidades operacionais, financeiras e de governança.

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