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Por que investidores da Fictor ficam no fim da fila para receber recursos? Entenda
Publicado 02/02/2026 • 20:13 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 02/02/2026 • 20:13 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: Divulgação
A notícia provocou uma das maiores quedas recentes dos papéis e reacendeu o alerta entre investidores.
Nesta segunda-feira (02), as ações da Fictor Alimentos despencaram na B3 após a divulgação do pedido de recuperação judicial do Grupo Fictor, protocolado em meio a dívidas que somam cerca de R$ 4 bilhões.
As ações da Fictor Alimentos (FICT3) fecharam em queda de 38,60%, cotadas a R$ 0,70. Nos últimos 12 meses, os papéis acumulam perdas de 78,85%. Considerando apenas o caso Master, o recuo foi de 60% desde então.
Esta foi uma das maiores quedas dos papéis e reacendeu o alerta entre investidores, especialmente aqueles que aplicaram recursos em contratos de Sociedade em Conta de Participação (SCP) – um tipo de parceria em que investidores aportam recursos em um negócio específico, sem aparecer formalmente como sócios – que, pela legislação brasileira, ocupam as últimas posições na ordem de pagamento em processos de insolvência.
Leia também: Quem é o Grupo Fictor, empresa que entrou em recuperação judicial após crise do Banco Master
O pedido de recuperação judicial foi apresentado pela holding do Grupo Fictor, que atua nos setores de alimentos, infraestrutura e finanças, segundo reportagem publicada pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
A medida busca reorganizar as finanças da companhia e renegociar dívidas bilionárias com credores. Caso a Justiça aceite o pedido, o grupo passa a operar sob regras específicas, com suspensão de cobranças e apresentação de um plano de recuperação.
Leia também: Antes do Banco Master, ex-sócio da Fictor tentou comprar banco do RJ
A Lei nº 11.101, que regula a recuperação judicial e a falência no Brasil, estabelece uma ordem clara de prioridade para o pagamento de créditos.
Primeiro vêm os credores trabalhistas, seguidos por fornecedores e demais credores. Investidores pessoa física ou jurídica, como os participantes de SCP, aparecem apenas nas últimas posições.
Leia também: Fictor, que ofereceu R$ 3 bi pelo Master, muda método de captação e diz que pagará investidores até 12 de fevereiro
Na prática, isso significa que esses investidores só recebem após a quitação ou acordo com as demais categorias, o que aumenta o risco de perdas.
Paralelamente à crise financeira, a Fictor passou a ser alvo de questionamentos da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
O regulador analisa denúncias relacionadas à oferta de contratos com promessa de retornos acima da média do mercado e a atrasos no pagamento de investidores. A Associação Brasileira de Assessores de Investimento formalizou uma consulta à CVM diante dos relatos recebidos.
Leia também: Grupo Fictor desiste de comprar Banco Master após prisões e liquidação
Investidores afirmam que, desde o fim de 2025, a empresa vem adiando repasses referentes a contratos de SCP. Segundo os relatos, há casos de atrasos superiores a 60 dias, envolvendo tanto a rentabilidade quanto o valor principal investido.
Os contratos teriam sido firmados a partir de abril do ano passado, com aplicações que, em alguns casos, superam R$ 50 mil.
A Fictor Invest, braço de investimentos do grupo, reconhece a existência de atrasos, mas afirma que eles são pontuais.
Em nota, a empresa informou que trabalha para regularizar os repasses e que mantém o compromisso com a transparência no relacionamento com os cotistas.
Ainda assim, o cenário de recuperação judicial reforça a incerteza quanto ao prazo e à integralidade desses pagamentos.
Leia também: Como identificar risco em bancos após quebras: guia para proteger seu dinheiro
O caso da Fictor evidencia os riscos associados a investimentos fora do sistema bancário tradicional, especialmente em estruturas como a SCP.
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