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Fluxo para emergentes e espaço para corte de juros: Bank of America eleva projeção do Ibovespa para 210 mil pontos
Publicado 22/04/2026 • 21:23 | Atualizado há 4 semanas
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Publicado 22/04/2026 • 21:23 | Atualizado há 4 semanas
KEY POINTS
O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, fechou em forte queda de 1,65% nesta quarta-feira (22), aos 192.888,96 pontos, refletindo um movimento de aversão ao risco global que colocou o mercado brasileiro na contramão das bolsas-americanas. Grandes instituições financeiras, como o Bank of America já projetam o índice em 210 mil pontos ainda neste ano, com uma visão otimista para a renda variável no longo prazo.
“O Bank of America revisou a estimativa do Ibovespa para 210 mil pontos. E o mercado fala em patamares acima de 200 mil pontos e, por mais que hoje a gente esteja tendo essa realização, a expectativa para a bolsa continua sendo de crescimento”, avalia Talita Luiz, assessora de investimentos da Quattro Investimentos, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
A especialista explicou que o cenário de conflitos internacionais tem ditado a dinâmica do mercado local, beneficiando apenas setores específicos: “A gente vê muita questão de aversão a risco, então ainda muito forte essa questão global, principalmente em relação à guerra. As principais ações que estão subindo são as do petróleo e as que estão caindo são as varejistas, o que é reflexo direto desse cenário”, analisou.
Sobre o comportamento do câmbio, que opera abaixo de R$ 5,00, ela alertou que a valorização do real pode ser temporária diante das projeções para o encerramento do ano: “O próprio relatório Focus do Banco Central projeta uma volta desse dólar para R$ 5,30. Temos muito recurso estrangeiro entrando e a taxa de juros em alta favorece o câmbio, mas o cenário eleitoral pode trazer volatilidade e levar o dólar para um patamar acima de R$ 5,00”, afirmou.
Talita Luiz também comentou a revisão das expectativas macroeconômicas, destacando que o mercado agora espera juros mais altos e uma inflação persistente: “A expectativa da Selic é de 13% para o fechamento de 2026, muito por conta da inflação que vem sendo revisada para um patamar de 4,80%. Vemos uma pressão inflacionária e a queda de juros não deve ocorrer na mesma velocidade que esperávamos anteriormente”, explicou.
Por fim, ela observou que o investidor local tem buscado proteção em ativos mais conservadores diante das incertezas, sem abandonar a diversificação: “O investidor está um pouco avesso ao risco e indo muito para os títulos públicos do Tesouro Direto, que ainda estão com um prêmio de risco bom. Enquanto o Ibovespa busca patamares maiores, os conservadores garantem rentabilidade no juro alto, mantendo o equilíbrio das carteiras”.
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