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Combustíveis

Diesel e gasolina ficam mais baratos em julho, enquanto GNV sobe 4%

Publicado 30/07/2026 • 15:50 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Etanol caiu 2,3% em julho, a maior redução entre os combustíveis monitorados.
  • Cinco dos seis combustíveis pesquisados recuaram; apenas o GNV registrou alta.
  • Indicador de custo-benefício do etanol caiu para 66,7%, menor nível da série iniciada em 2017.

Os preços médios dos combustíveis caíram em julho, com destaque para o etanol hidratado, que registrou recuo de 2,3% em relação a junho, segundo o Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, em parceria com a Fipe. A queda foi observada em cinco dos seis combustíveis acompanhados pelo levantamento. Apenas o Gás Natural Veicular (GNV) apresentou uma alta no período, de cerca de 4%.

O movimento ocorre em meio ao aumento da oferta doméstica de etanol e à transmissão gradual das cotações internacionais do petróleo para o mercado interno. Segundo o estudo, o setor também foi impactado pela retirada parcial de medidas de amortecimento dos preços, enquanto fatores como câmbio e tensões geopolíticas continuam influenciando os custos dos combustíveis.

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Depois do etanol, as maiores quedas foram registradas no diesel comum, com recuo de 2,1%, e no diesel S-10, de 1,8%. A gasolina aditivada caiu para R$ 6,821 por litro e a gasolina comum para R$ 6,693. O etanol foi vendido, em média, a R$ 4,163 por litro. Já o diesel S-10 ficou em R$ 6,981 e o diesel comum em R$ 6,833. O GNV foi o único combustível em alta, com avanço de 4,0%, para R$ 4,846 por metro cúbico.

Entre os estados, o Distrito Federal registrou o menor preço médio da gasolina comum, de R$ 6,319 por litro. Mato Grosso apresentou o menor valor para o etanol, de R$ 3,847, refletindo a proximidade com os polos produtores. No diesel, o Rio Grande do Sul teve o menor preço médio do S-10, de R$ 6,506, enquanto o Paraná liderou no diesel comum, com média de R$ 6,353. No GNV, as menores médias foram registradas em Alagoas, Espírito Santo e Bahia.

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Apesar da queda em julho, os preços ainda acumulam alta em 2026. O diesel S-10 avançou 13,0% no ano e o diesel comum, 11,6%. A gasolina comum acumula alta de 6,6% e a aditivada, de 6,1%. O etanol segue na direção oposta, com recuo de 7,0% no acumulado do ano.

Na comparação com julho de 2025, o diesel S-10 está 13,8% mais caro, enquanto o diesel comum acumula alta de 12,4%. A gasolina comum subiu 6,4% e a aditivada, 5,9%. O GNV avançou 0,7% em 12 meses. O etanol foi o único combustível com queda no período, de 2,2%.

O levantamento também mostrou melhora na competitividade do etanol frente à gasolina. O Indicador de Custo-Benefício Flex caiu para 66,7% na média nacional, o menor nível desde o início da série histórica, em janeiro de 2017. Como o índice permaneceu abaixo da referência de 70%, o biocombustível ampliou sua vantagem econômica para veículos flex, especialmente em estados produtores e próximos aos principais centros de oferta.

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