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Aumento do IOF e medidas unilaterais causam insegurança no mercado, diz Rafael Furlanetti
Publicado 26/05/2025 • 19:23 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 26/05/2025 • 19:23 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
O aumento do IOF sobre operações financeiras, anunciado pelo Governo Federal, foi um duro golpe ao mercado, disse Rafael Furlanetti, sócio-diretor da XP e presidente da Ancord, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. “A notícia do corte de R$ 30 bilhões no orçamento foi excelente, mas à tarde veio o aumento de impostos, especialmente sobre o crédito, e isso mudou completamente o cenário”.
Furlanetti criticou a forma como as decisões foram tomadas: “Foi uma medida unilateral do Ministério da Fazenda, sem discussão com a sociedade ou o Congresso Nacional. A conta do IOF para o ano que vem é de R$ 40 bilhões. O Brasil arrecada, em média, R$ 60 bilhões com IOF. Ou seja, praticamente dobraram essa arrecadação da noite para o dia”.
Entre as medidas mais graves, ele destacou a tentativa de tributar investimentos no exterior. “A mensagem foi clara: se hoje é 3,5%, amanhã pode ser 5%, 7%, 10%. Isso se transforma em controle de capitais e passa uma imagem negativa ao investidor. Foi tão mal recebido que o governo precisou recuar no mesmo dia, mas o estrago já estava feito”.
Leia mais:
Mudança no IOF eleva impostos e pode gerar judicialização, diz tributarista
O especialista também falou sobre a taxação de instrumentos de poupança de longo prazo. “O governo colocou imposto sobre PGBL e VGBL. Pode ser que atinja os mais ricos, mas também desestimula quem poupa. No dia seguinte, seguradoras pararam de ofertar o produto. Isso afeta diretamente a taxa de poupança do país e, por consequência, os investimentos”.
De acordo com Furlanetti, essas medidas encarecem o crédito e desestimulam a atividade econômica. “Você está aumentando o imposto diretamente sobre a atividade das empresas. O presidente do Bradesco disse que é como subir a Selic em meio ponto percentual. O crédito vai ficar mais caro na ponta, e quem paga a conta é o consumidor”, concluiu.
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