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Em artigo no New York Times, Lula critica ação dos EUA na Venezuela
Publicado 18/01/2026 • 16:30 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 18/01/2026 • 16:30 | Atualizado há 2 horas
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Marcelo Camargo/ Agência Brasil
O presidente Lula publicou um artigo no jornal The New York Times no qual faz duras críticas aos bombardeios realizados pelos Estados Unidos na Venezuela e à captura do presidente Nicolas Maduro, em 3 de janeiro. Para o chefe de Estado brasileiro, o episódio representa mais um sinal da fragilização do direito internacional e da ordem multilateral construída após a Segunda Guerra Mundial.
No texto, Lula argumenta que grandes potências vêm, ao longo dos anos, enfraquecendo a autoridade das Nações Unidas e do Conselho de Segurança. Ele alerta que, quando o uso da força deixa de ser exceção e passa a ser regra, a estabilidade internacional fica comprometida.
“Se as normas passam a ser seguidas apenas quando convém, instala-se um clima de vale-tudo que enfraquece não só países isoladamente, mas todo o sistema internacional. Sem regras coletivamente acordadas, é impossível construir sociedades livres, inclusivas e democráticas”, escreveu.
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O presidente também reconhece que líderes de qualquer país devem ser responsabilizados por violações à democracia e aos direitos fundamentais, mas afirma que não cabe a um Estado assumir unilateralmente o papel de julgador.
“Ações unilaterais ameaçam a estabilidade global, atrapalham o comércio e os investimentos, aumentam o fluxo de refugiados e ainda dificultam a capacidade dos Estados de enfrentar o crime organizado e outros desafios transnacionais”, afirmou o presidente.
Lula demonstrou ainda preocupação com o impacto desse tipo de ação na América Latina e no Caribe, região que, segundo ele, busca historicamente resolver conflitos com base na soberania, na autodeterminação dos povos e na rejeição ao uso da força.
“Em mais de 200 anos de história independente, é a primeira vez que a América do Sul sofre um ataque militar direto dos Estados Unidos, apesar de já terem ocorrido intervenções americanas na região”, disse.
O presidente também destacou o peso geopolítico e demográfico da região e rejeitou qualquer lógica de subordinação a potências.
“América Latina e Caribe reúnem mais de 660 milhões de pessoas. Temos nossos próprios interesses e sonhos a defender. Num mundo multipolar, nenhum país deve ter sua política externa questionada por buscar relações amplas. Não seremos subservientes a projetos de dominação. Para nós, o único caminho aceitável é construir uma região próspera, pacífica e plural.”
No artigo, Lula defende que os países latino-americanos priorizem uma agenda regional pragmática, voltada para atração de investimentos, geração de empregos, ampliação do comércio e cooperação no combate à pobreza, ao tráfico de drogas e às mudanças climáticas.
“A cooperação é fundamental para mobilizar os recursos de que tanto precisamos para enfrentar a fome, a pobreza, o tráfico de drogas e as mudanças climáticas”, afirma.
Ele reforça ainda que soluções baseadas no uso da força e em disputas por zonas de influência são ultrapassadas. Para o presidente, líderes globais precisam reconhecer que um cenário permanente de hostilidade não é sustentável. “Por mais poderosos que sejam, não podem se apoiar apenas no medo e na pressão”, escreveu.
Ao tratar especificamente da Venezuela, o presidente defendeu que o futuro do país deve ser decidido pelos próprios venezuelanos, por meio de um processo político inclusivo, e destaca o papel do Brasil na cooperação regional e na proteção da fronteira comum.
“Essa é uma condição essencial para que milhões de cidadãos venezuelanos, muitos deles abrigados temporariamente no Brasil, possam voltar para casa em segurança. O Brasil continuará trabalhando junto ao governo e ao povo venezuelanos para proteger os mais de 2 mil quilômetros de fronteira que compartilhamos e para aprofundar nossa cooperação.”
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Apesar das críticas à postura americana, Lula afirma que seu governo mantém um canal de diálogo construtivo com Washington e reforça a importância da cooperação entre as duas maiores democracias do continente.
“Somos as duas democracias mais populosas das Américas. No Brasil, estamos convencidos de que unir esforços em planos concretos de investimento, comércio e combate ao crime organizado é o caminho a seguir. Só juntos poderemos superar os desafios que afetam um continente que pertence a todos nós”, concluiu.
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