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Golpe das aposentadorias: Ex-presidente do INSS é preso em operação da PF
Publicado 13/11/2025 • 09:43 | Atualizado há 4 meses
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Publicado 13/11/2025 • 09:43 | Atualizado há 4 meses
KEY POINTS
A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira (13) o ex-presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, durante a nova fase da Operação Sem Desconto. A ação apura fraudes em aposentadorias e pensões, envolvendo descontos associativos aplicados sem autorização. Ao todo, são cumpridos 63 mandados de busca e apreensão, 10 mandados de prisão preventiva e outras medidas cautelares.
Durante coletiva em Brasília, o Senador Carlos Viana, presidente da CPMI do INSS, afirmou que os trabalhos de investigação seguem sob sigilo, mas que “a população pode ter tranquilidade, porque o grosso da operação, os principais operadores e os que desviaram, estão na cadeia”. Segundo ele, a comissão pretende responsabilizar todos os envolvidos: “Nós vamos sair daqui com uma Previdência muito mais fortalecida e com os culpados presos.”
Stefanutto comandou o INSS a partir de julho de 2023. A PF investiga se ele permitiu a manutenção do esquema durante sua gestão. A operação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, relator do caso. A defesa do ex-presidente ainda não se manifestou.
A nova fase da operação mobiliza policiais federais e auditores da CGU no Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe, Tocantins e Distrito Federal.
Os crimes investigados incluem inserção de dados falsos em sistemas públicos, organização criminosa, estelionato previdenciário, corrupção ativa e passiva, além de ocultação e dilapidação patrimonial.
Questionado sobre o possível envolvimento de parlamentares, Viana declarou: “Há outros parlamentares que também têm envolvimento e que prestarão seus depoimentos no momento certo, de acordo com sua responsabilidade, ao Supremo Tribunal Federal. Se a comissão entender que é necessário fazer a convocação, ela será feita. Não estamos aqui para evitar que qualquer pessoa tenha que dar explicações.”
Segundo o Governo Federal, os descontos ilegais começaram em 2019 e foram identificados no início de 2025. A partir disso, o governo bloqueou os descontos, iniciou a investigação, congelou contas suspeitas e abriu o processo de ressarcimento aos aposentados e pensionistas afetados.
Sobre os valores desviados, o presidente da CPMI afirmou: “O dinheiro que foi sacado nos bancos em espécie está guardado em algum lugar. Uma parte foi enviada ao exterior e está em paraísos fiscais. Outra parte desapareceu no Brasil. Esse dinheiro está guardado em algum lugar, transformado em bens ou propriedades.”
Ele acrescentou que os investigados estavam sob monitoramento: “As escutas deram resultado. Havia tentativas de destruir provas e de esconder pontos importantes. Esse monitoramento foi fundamental para avançar.”
O Executivo afirma que trabalha para recuperar parte do dinheiro desviado e devolvê-lo aos beneficiários do INSS que foram lesados.
O ministro da Previdência, Wolney Queiroz, anunciou na quarta-feira (12) que o prazo para que aposentados e pensionistas contestem descontos irregulares foi prorrogado até 14 de fevereiro de 2026. O cálculo do governo indica que cerca de 3 milhões de pessoas ainda não buscaram o ressarcimento.
A contestação é feita diretamente ao INSS, que realiza a devolução dos valores após análise.
O governo afirma que, se o montante recuperado com a operação não for suficiente, complementará os valores para garantir que nenhum aposentado ou pensionista do INSS fique sem restituição. A PF e a CGU seguem atuando para identificar responsáveis, bloquear recursos e ampliar o alcance do ressarcimento aos prejudicados.
Viana também afirmou: “Nas próximas semanas teremos mais detalhes e, naturalmente, mais responsáveis. A população saberá quem roubou a Previdência.”
Questionado sobre informações mais sensíveis, ele respondeu:
“Existem dados que eu não posso revelar. Estamos sob sigilo. Se deixarmos vazar, atrapalha o andamento. A Polícia Federal vem acompanhando tudo, e houve até tentativas de destruir provas. É exatamente esse monitoramento que nos ajuda a levar a investigação a cabo.”
Por fim, ele reforçou que há mais pessoas que precisarão prestar esclarecimentos:
“Há informações importantes sob investigação. Não posso revelar detalhes, mas posso assegurar que o acompanhamento segue e que ninguém que tenha contribuído para esse esquema ficará sem explicação.”
Com a prisão do ex-presidente do INSS e o avanço do trabalho pericial, a Operação Sem Desconto entra na fase mais abrangente desde sua abertura.
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