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Salário mínimo atual cobre só parte das despesas; estudo indica valor quase 5 vezes maior

Publicado 09/01/2026 • 15:29 | Atualizado há 5 meses

KEY POINTS

  • O salário mínimo de R$ 1.621, que entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026.
  • O novo piso nacional representa um aumento de 6,79%, ou R$ 103, em relação ao valor anterior, de R$ 1.518.
  • Em dezembro de 2025, o trabalhador que recebia um salário mínimo precisou comprometer, em média, 48,5% da renda líquida apenas para comprar os itens da cesta básica.

Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil.

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O salário mínimo de R$ 1.621, que entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026, passou a valer em todo o País após reajuste definido pelo governo federal com base na inflação e no crescimento econômico.

Porém, continua distante do valor considerado suficiente para cobrir as despesas básicas de uma família brasileira, segundo levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

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O novo piso nacional representa um aumento de 6,79%, ou R$ 103, em relação ao valor anterior, de R$ 1.518, a correção foi confirmada pelo Ministério do Planejamento e Orçamento em dezembro, após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que acumulou 4,18% em 12 meses até novembro. A fórmula de cálculo considera dois fatores:

1. A inflação do período; e

2. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.

Em 2024, a economia brasileira cresceu 3,4%, dado revisado pelo IBGE. O ganho real, no entanto, foi limitado pelo arcabouço fiscal, que impõe um teto de aumento acima da inflação.

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Com isso, o valor técnico chegou a R$ 1.620,99, arredondado para R$ 1.621, conforme prevê a legislação.

Impacto econômico estimado

Conforme a reportagem publicada pelo Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o reajuste deve injetar cerca de R$ 81,7 bilhões na economia ao longo do ano, considerando os efeitos sobre salários, benefícios previdenciários e assistenciais vinculados ao mínimo, além do impacto indireto sobre consumo e arrecadação.

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O salário mínimo serve de referência para aposentadorias, pensões, seguro-desemprego e programas sociais, ampliando o alcance do reajuste para milhões de brasileiros.

Salário necessário seria quase 5x maior

Com base na cesta básica mais cara do País e no princípio constitucional de que o salário mínimo deve garantir despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, transporte, lazer e previdência, o Dieese estima que o salário mínimo necessário, em dezembro de 2025, deveria ter sido de R$ 7.106,83.

O valor corresponde a 4,68 vezes o salário mínimo vigente naquele mês e evidência a distância entre o piso oficial e o custo real para a manutenção de uma família de quatro pessoas.

Cesta básica consome quase metade da renda

Apesar do aumento, o novo valor segue pressionado pelo custo de vida, especialmente pelos preços dos alimentos.

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Em dezembro de 2025, o trabalhador que recebia um salário mínimo precisou comprometer, em média, 48,5% da renda líquida apenas para comprar os itens da cesta básica nas capitais pesquisadas pelo Dieese, após o desconto da Previdência Social.

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São Paulo registrou a cesta mais cara do País, com valor superior a R$ 845, enquanto os menores custos foram observados em capitais do Norte e do Nordeste, como Aracaju e Maceió.

Ainda assim, mesmo nas cidades com cesta mais barata, a alimentação continua absorvendo uma parcela relevante do rendimento mensal.

Capitais Valor da cesta
São Paulo R$ 845,95
Florianópolis R$ 801,29
Rio de Janeiro R$ 792,06
Cuiabá R$ 791,29
Porto Alegre R$ 784,22
Campo Grande R$ 775,90
Curitiba R$ 737,88
Vitória R$ 727,22
Goiânia R$ 725,95
Belo Horizonte R$ 723,26
Brasília R$ 714,21
Palmas R$ 677,63
Fortaleza R$ 677,00
Belém R$ 666,57
Boa Vista R$ 652,14
Macapá R$ 651,15
Teresina R$ 645,09
São Luís R$ 629,43
Rio Branco R$ 626,11
Manaus R$ 620,42
Salvador R$ 607,48
João Pessoa R$ 597,66
Natal R$ 597,15
Recife R$ 596,10
Porto Velho R$ 592,01
Maceió R$ 589,69
Aracaju R$ 539,49

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Embora o reajuste preserve o poder de compra frente à inflação e assegure algum ganho real, os dados indicam que o salário mínimo continua insuficiente para acompanhar integralmente o custo das despesas essenciais.

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