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Exclusivo: especialista diz que Brasil avança em expandir mercado de minerais estratégicos

Publicado 14/01/2026 • 13:48 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Brasil e Arábia Saudita assinam acordo de cooperação mineral em Riad para atrair investimentos e tecnologias na cadeia de minerais críticos.
  • País detém a 2ª maior reserva global de terras raras, mas mapeamento geológico atinge apenas 23% do território nacional.
  • Governo federal projeta atrair R$ 100 bilhões em investimentos minerários condicionados à aprovação de novos marcos regulatórios no Congresso.

O Brasil intensifica sua atuação na nova geopolítica dos investimentos ao firmar acordos internacionais voltados ao desenvolvimento da cadeia de minerais estratégicos. Para tratar do tema, o programa Real Time conversou com Carlos Pereira, especialista em sustentabilidade, que participou do Future Minerals Forum, em Riad, principal encontro global sobre mineração e cadeias de suprimento mineral.

“O ministro Alexandre Silveira assinou aqui na Arábia Saudita um memorando de entendimento com o Ministério de Minas e Indústria, que cobre desde troca de conhecimento até investimentos e tecnologias”, disse Pereira, ao comentar o acordo de cooperação mineral firmado entre os dois países.

Segundo ele, o memorando prevê a criação de um grupo bilateral de investimentos e tem forte foco no setor privado, sinalizando a intenção de ampliar a atuação conjunta entre empresas brasileiras e sauditas, mesmo sendo um acordo formalmente assinado por governos.

“O Brasil tem reservas grandiosas em praticamente todos os minerais críticos e da transição energética, estando entre as cinco maiores do mundo, muitas vezes em primeiro ou segundo lugar”, afirmou Pereira ao explicar a mensagem levada pelo país ao fórum internacional.

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Ele destacou que, no caso das terras raras, o Brasil ocupa a segunda posição global, lembrando que apenas cerca de 23% do território nacional foi mapeado, o que indica potencial ainda maior de reservas. Para ele, esse dado desperta interesse dos investidores estrangeiros.

“O nome do jogo hoje é garantir cadeia de suprimentos de longo prazo”, disse. Pereira explicou que, com a reorganização geopolítica, a lógica deixou de ser apenas comprar minerais e passou a envolver parcerias duradouras para assegurar fornecimento estratégico.

Na avaliação do especialista, a ambição do governo brasileiro de atrair R$ 100 bilhões em investimentos depende de avanços regulatórios. Ele citou projetos de lei em tramitação na Câmara e no Senado que buscam definir regras e estabelecer quais são os minerais estratégicos para o país.

Pereira afirmou que, apesar dos avanços, ainda falta ao Brasil uma política de Estado clara para o setor, nos moldes do que ocorre em países como os Estados Unidos, com definição de subsídios, metas e mecanismos capazes de transformar o potencial mineral em estratégia econômica e geopolítica.

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