Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Exército brasileiro vai investir em sistema de defesa antiaérea para interceptar drones e mísseis
Publicado 28/12/2025 • 19:01 | Atualizado há 9 meses
Meta Muse impulsiona AMD à medida que o avanço da IA migra para agentes pessoais
Preços do diesel devem permanecer altos até 2027 nos EUA, enquanto refinarias lutam para atender à demanda, aponta Goldman Sachs
Trump diz que pagará anúncios de TV que o elogiam e foram financiados pelo governo
CEO da Nokia afirma que data centers seriam construídos “duas vezes mais rápido” sem restrições de fornecimento
Ações brasileiras disparam com Bolsonaro agora visto como grande favorito para vencer a presidência
Publicado 28/12/2025 • 19:01 | Atualizado há 9 meses
KEY POINTS
Mísseis disparados do Irã são vistos no céu noturno sobre Jerusalém, em 14 de junho de 2025.
Menahem Kahana/AFP
Após a entrada em vigor da lei complementar que permite excluir até R$ 30 bilhões do arcabouço fiscal para investimentos em defesa, o Exército Brasileiro projeta ampliar de forma significativa os recursos destinados à modernização da força. A medida impulsiona uma reorganização da carteira de projetos estratégicos e abre espaço para a aceleração de programas considerados prioritários.
A expectativa é elevar os aportes anuais no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O orçamento, que vinha oscilando entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,4 bilhão por ano, deve alcançar cerca de R$ 3 bilhões anuais no período de 2026 a 2031. Para a cúpula da força terrestre, o ciclo de seis anos representa uma “janela de oportunidade” para reduzir atrasos históricos.
Um dos principais focos é o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), voltado ao combate ao narcotráfico e ao contrabando. Das nove fases previstas, apenas duas foram efetivamente implementadas até agora, em Dourados (MS) e na fronteira amazônica. Inicialmente previsto para 2021, o sistema teve seu cronograma sucessivamente adiado e, diante das restrições orçamentárias, a estimativa atual aponta operação plena apenas em 2039.
O Sisfron integra radares, sensores térmicos e ópticos, aeronaves remotamente pilotadas, sensores eletromagnéticos, simuladores e recursos de segurança cibernética, gerando fluxo contínuo de dados. Com a ampliação de recursos, o Exército pretende viabilizar mais três etapas do projeto em áreas de fronteira, incluindo regiões sob responsabilidade de brigadas em
A modernização da frota blindada também deve avançar. Após a incorporação de dois protótipos neste ano, o Exército prevê receber 96 unidades do Centauro II-BR até 2033.
O contrato com o consórcio Iveco-OTO Melara, estimado em R$ 5 bilhões, deve ser assinado entre fevereiro e maio e inclui, além dos veículos, compensações tecnológicas e serviços de logística integrada.
Equipados com canhões de 120 milímetros, tração 8×8 e potência de 720 cavalos, os blindados contam com proteção contra minas, explosivos improvisados e munições cinéticas de alta pressão.
Segundo informações publicadas pelo jornal O Estado de S. Paulo, 12 unidades serão posicionadas em Roraima, nas proximidades da fronteira com a Venezuela.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCParalelamente, o Exército promove uma reorganização ampla de seus programas estratégicos, com fusões e reclassificações. Uma das principais mudanças envolve o projeto Astros, voltado ao emprego de foguetes de artilharia de longo alcance e alta precisão.
O programa perdeu ritmo nos últimos anos em função da situação da Avibras, empresa responsável por parte do desenvolvimento tecnológico e que enfrenta recuperação judicial.
Apesar das dificuldades, o Astros será ampliado e rebatizado como programa Fogos. A nova estrutura reunirá, sob um mesmo guarda-chuva, o sistema original, a artilharia de campanha e uma nova camada de defesa antiaérea.
Está prevista para 2026 a contratação de um sistema de defesa antiaérea de até R$ 3,4 bilhões, com tecnologia inédita na América Latina para interceptação de drones e mísseis de cruzeiro.
Saiba mais:
Outros programas também passarão por ajustes. O Lucerna, voltado à inteligência militar, e o OCOP, de obtenção de capacidade operacional plena, deixarão de ser classificados como estratégicos e passarão à categoria setorial.
Segundo fontes do Exército, a mudança não representa rebaixamento, mas uma diferenciação entre projetos voltados à incorporação de novas capacidades e aqueles focados em modernizações correntes.
Como efeito prático, os programas setoriais deixam de integrar o PAC e passam a depender do orçamento discricionário da própria força. Já os programas Amazônia Protegida e Sentinela da Pátria serão unificados, reunindo iniciativas de infraestrutura militar na região amazônica e em outras áreas do país.
A Defesa Cibernética também será expandida, incorporando projetos ligados à inteligência artificial. O programa de Aviação do Exército, que inclui a aquisição de 12 helicópteros Black Hawk, permanece inalterado.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
DECISÃO 2026: Onda recorde da direita atropela adversários, conquista poder no Congresso e acende alerta no Supremo
2
Globo autoriza auditoria sobre relação de Luciano Huck com Daniel Vorcaro
3
Europa em alerta: o avanço de Flávio Bolsonaro, a sombra de Trump e a fragilidade do acordo UE-Mercosul
4
DECISÃO 2026: veja quem são os deputados federais eleitos em São Paulo
5
DECISÃO 2026: confira o resultado da eleição para governador no Rio de Janeiro