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Exército Brasileiro reúne mais de 240 instituições em maior simulação de ataque cibernético do Hemisfério Sul contra setores críticos

Publicado 13/09/2026 • 15:50 | Atualizado há 38 minutos

KEY POINTS

  • Guardião Cibernético 8.0 acontece entre 21 e 25 de setembro em sete cidades brasileiras.
  • GoHacking coordena cinco CTFs oficiais com equipes militares e civis de 29 países.
  • FEBRABAN e GoHacking realizam pela primeira vez simulação de crise dentro do exercício.
Exército Brasileiro

Marcelo Camargo/ Agência Brasil

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Entre os dias 21 e 25 de setembro, mais de 240 instituições públicas e privadas participam do Exercício Guardião Cibernético 8.0, considerado o maior treinamento de defesa cibernética do Hemisfério Sul. Coordenada pelo Comando de Defesa Cibernética do Exército Brasileiro, a iniciativa vai reproduzir cenários de ataques contra infraestruturas críticas e testar a capacidade de reação de organizações diante de incidentes que podem afetar serviços básicos do país.

Ao todo, o exercício reúne Forças Armadas, órgãos do governo federal, agências reguladoras, Banco Central, bancos públicos e privados, empresas do setor nuclear, instituições acadêmicas e organizações de cibersegurança. A sede principal fica em Brasília, com atividades também em Manaus, Belém, Recife, Rio de Janeiro, São Paulo e Curitiba.

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Defesa cibernética reúne 29 países em CTFs

A GoHacking, maior edtech de cibersegurança da América Latina, é responsável pela operação dos cinco CTFs oficiais do Guardião. As competições incluem estudantes de colégios militares, oficiais e sargentos das escolas de formação, civis e militares na Operação Curupira III, além de equipes de Forças Armadas de 29 países.

Operação Curupira III abre disputa para civis

Uma das principais frentes do exercício é a Operação Curupira III, competição 100% online que abre parte do treinamento também para profissionais, universitários e entusiastas de cibersegurança maiores de 18 anos. Durante a disputa, os participantes enfrentam desafios de exploração de vulnerabilidades web, criptografia, forense digital, engenharia reversa, OSINT e redes. Na edição anterior, o CTF reuniu mais de mil jogadores civis e militares.

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Segundo Junior Santos, CFO e sócio da GoHacking, “um exercício desse porte permite testar conhecimentos e capacidade de reação em um ambiente controlado, antes que essas habilidades sejam exigidas em uma situação real”. Ele acrescenta que, na cibersegurança, a preparação depende de prática, porque é durante uma simulação que aparecem dificuldades técnicas e pontos de atenção que nem sempre são percebidos na rotina.

FEBRABAN participa de simulação de crise inédita

Além disso, a edição deste ano traz uma novidade na simulação de crises. Pela primeira vez dentro do Guardião Cibernético, GoHacking e FEBRABAN conduzem em conjunto um tabletop exercise, formato que coloca organizações diante de um cenário de incidente para avaliar tomada de decisão, coordenação entre áreas e capacidade de resposta. A dinâmica envolve questões que vão além da atuação das equipes técnicas e podem mobilizar liderança, jurídico, comunicação e outras áreas responsáveis pela gestão de uma crise.

Brasil registrou 753 bilhões de ataques cibernéticos em 2025

A preparação ganha relevância diante do volume de ameaças enfrentadas pelo país. Conforme o relatório Cenário Global de Ameaças, da Fortinet, o Brasil registrou 753,8 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos ao longo de 2025. Dentro do Guardião, os participantes serão expostos a situações que envolvem alguns dos setores mais sensíveis a esse tipo de ameaça, como energia, telecomunicações, sistema financeiro, água e setor nuclear.

Por fim, Junior Santos afirma que, “quando falamos de uma crise cibernética que pode atingir uma infraestrutura crítica, a resposta não depende apenas de encontrar uma vulnerabilidade”. Segundo ele, existem decisões que precisam ser tomadas rapidamente, áreas que precisam atuar de forma coordenada e impactos que precisam ser avaliados enquanto o incidente ainda está acontecendo. “Exercícios como o Guardião ajudam a colocar essa estrutura à prova”, completa o executivo.

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