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Governo afirma que deve cumprir meta fiscal em 2025 pelo terceiro ano seguido
Publicado 13/01/2026 • 13:07 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 13/01/2026 • 13:07 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (13) que o governo federal deve encerrar 2025 cumprindo a meta fiscal pelo terceiro ano consecutivo, com uma redução expressiva do déficit herdado da gestão anterior.
Segundo Haddad, o resultado preliminar indica um déficit primário de cerca de 0,1% do PIB. Ao considerar exceções autorizadas pelo Congresso e pelo Judiciário, o número sobe para 0,17%, enquanto a incorporação integral dos precatórios levaria o déficit a aproximadamente 0,48%.
“Nós, pelo terceiro ano consecutivo, estamos cumprindo a meta de primário. O número é preliminar, mas devemos ter terminado o ano com 0,1% de déficit”, afirmou o ministro.
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Haddad explicou que a inclusão dos precatórios no cálculo busca aumentar a transparência das contas públicas, corrigindo práticas anteriores que, segundo ele, distorciam o resultado fiscal real.
De acordo com o ministro, o déficit projetado para 2023 pela gestão anterior, estimado entre R$ 170 bilhões e R$ 180 bilhões, foi reduzido em até dois terços em apenas dois anos, uma queda próxima de 70%, com base em dados do Banco Central.
“Estamos falando de uma redução muito significativa em pouco tempo, com dados que não dependem de arcabouço fiscal”, disse.
Na avaliação do ministro, o desempenho fiscal ocorre em paralelo a um quadro macroeconômico interno robusto, apesar das incertezas externas.
Haddad destacou:
Segundo ele, os resultados refletem uma estratégia definida ao final de 2022, executada de forma coordenada entre política fiscal, institucional e econômica.
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O ministro também comentou o lançamento da plataforma digital da reforma tributária, classificando o novo sistema como inédito em escala global. Segundo Haddad, 2026 será dedicado exclusivamente à fase de testes, sem cobrança efetiva de impostos.
“É o maior sistema operacional do mundo, cerca de 150 vezes o tamanho do Pix. É a reforma tributária mais digital da história”, afirmou.
Haddad afirmou que itens como carne, medicamentos e produtos essenciais terão redução de carga tributária, com isenções previstas a partir de 1º de janeiro de 2027. Ele acrescentou que a reforma também amplia a transparência, incentiva a formalização e melhora a eficiência do sistema tributário.
O ministro também criticou criticou a disseminação de informações falsas sobre uma suposta cobrança imediata de impostos com o lançamento da plataforma. Segundo ele, esse tipo de narrativa prejudica o debate público e já foi usado no passado para confundir a população.
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Haddad acusou setores da oposição de contratar influenciadores para espalhar fake news, associando essas práticas a recursos de origem ilícita. Apesar disso, destacou que o Congresso Nacional aprovou a emenda constitucional e as leis complementares que concluíram a reforma tributária.
Além disso Haddad fez uma avaliação positiva da atuação do Congresso Nacional na deliberação de pautas consideradas sensíveis. Segundo ele, o Legislativo enfrentou temas historicamente vistos como tabu, contribuindo para o avanço da agenda econômica.
O ministro citou decisões sobre fundos fechados, offshore, juros sobre capital próprio, apostas e tributação de super-ricos. Ele destacou que a segunda lei complementar da reforma tributária foi concluída com apoio parlamentar, consolidando um ciclo de mudanças estruturais.
Questionado sobre a possibilidade de deixar o comando da Fazenda, Haddad foi direto ao afirmar que a decisão cabe exclusivamente ao presidente da República. “Isso eu vou conversar com o presidente. Quando ele quiser”, disse, sem indicar prazos.
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Sobre anúncios frequentes de tarifas por parte do governo dos EUA, Haddad adotou tom cauteloso, afirmando que é preciso aguardar medidas concretas antes de avaliar impactos.
Em relação ao acordo entre Mercosul e a União Europeia, o ministro classificou o pacto como um avanço econômico e geopolítico, com apoio da indústria brasileira.
“CNI e Fiesp apoiaram fortemente o acordo”, disse. Haddad acrescentou que o governo busca novos acordos com Singapura e países africanos, ampliando a diversificação comercial.
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