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Haddad critica juro real e adia saída da Fazenda
Publicado 10/02/2026 • 12:38 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 10/02/2026 • 12:38 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (10) que o Banco Central do Brasil pode ajudar ou prejudicar significativamente o país, ao comentar o atual nível dos juros reais e a dinâmica da dívida pública.
A declaração foi feita durante a CEO Conference Brasil 2026, organizada pelo BTG Pactual, em São Paulo.
“É muito importante cuidar do Banco Central, porque ele pode efetivamente contribuir muito ou prejudicar muito os governos e o país”, afirmou Haddad.
Segundo ele, o atual patamar de juro real torna difícil neutralizar o peso da dívida apenas com superávits fiscais. O ministro avaliou ainda que a queda da dívida observada no governo Jair Bolsonaro esteve ligada à combinação de Selic baixa e inflação elevada, o que teria pesado contra a reeleição em 2022.
“Quando a inflação cai e o juro nominal fica estável em 15%, o juro real sobe. Não estou querendo macular a reputação da autoridade, mas fazendo uma reflexão que qualquer pessoa pode fazer”, disse.
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Haddad também afirmou que ainda não há uma data definida para sua saída do comando da equipe econômica, apesar de declarações anteriores indicando que deixaria o cargo no início deste ano.
Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pediu que permanecesse por mais algum tempo para concluir entregas específicas.
“Ontem estive com o presidente Lula, em um café da manhã, e ele ainda me pediu mais algumas coisas na saideira, e eu vou atender”, relatou.
O ministro disse que os pedidos envolvem medidas na área de segurança pública em parceria com o Ministério da Justiça e citou a possibilidade de o chefe da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, acompanhar Lula em uma viagem a Washington, onde o presidente deve se encontrar com Donald Trump.
Questionado sobre a sucessão na Fazenda, Haddad limitou-se a elogiar a atual equipe, incluindo o secretário-executivo Dario Durigan e o secretário do Tesouro Rogério Ceron, sem confirmar mudanças.
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Por fim, Haddad comentou rumores sobre uma eventual candidatura em eleições futuras e afirmou que se sente confortável com elogios e incentivos vindos de aliados.
Ele disse que mantém conversas frequentes com Lula sobre o cenário político, mas evitou antecipar decisões.
“Faz bem feito aquilo que você foi convidado para fazer. Essa é a garantia de uma trajetória. Se você ficar pensando em outra cadeira, a chance de errar é grande”, afirmou.
O ministro também avaliou que a transferência de votos do ex-presidente Bolsonaro para um eventual sucessor tende a ser automática, mas não respondeu se considera que enfrentaria um cenário mais fácil contra Flávio Bolsonaro.
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