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CNBCPreços do petróleo sobem e superam US$ 110 após Trump reafirmar prazo para bombardear usinas e pontes do Irã

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Ibovespa mira nos 200 mil pontos diante de possível fim da guerra e com efeito Trump

Publicado 06/04/2026 • 22:27 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Crise do petróleo favorece o Brasil no curto prazo, mas fluxo estrutural tende a continuar mesmo com um eventual alívio no conflito.
  • Possível queda dos juros com desinflação do petróleo pode beneficiar a bolsa, embora com rotação de setores nos portfólios.
  • Escalada da crise e risco no Estreito de Ormuz podem gerar choque de oferta e aversão global ao risco, pressionando mercados acionários.
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O Ibovespa vem acumulando ganhos expressivos diante dos pares internacionais a ponto de ser o indicador de ações com maior ganho neste ano. O mercado nacional vem surfando marginalmente na crise do petróleo: diante da desconfiança com o mercado americano, os investidores internacionais têm buscado por diversificação regional. É essa janela que o Brasil tem aproveitado.

O fim da crise, porém, não significa uma reversão dos bons resultados. Isso porque, segundo Vinicius Matos, economista-chefe da MA7 Negócios, o Ibovespa já vinha batendo recordes sucessivos com a entrada de capital estrangeiro em busca de diversificação, tendo o Brasil como destino preferido. Então, o fluxo estrutural ganharia mais força diante de um armistício.

“No mercado de ações, a aversão ao risco pressiona saída de emergentes no curto prazo, mas avalia-se que a tendência estrutural de diversificação para fora dos EUA não se reverte com o conflito, muito pelo contrário”, afirma Matos.

Além disso, a desinflação do petróleo abriria espaço para o Federal Reserve e o Banco Central do Brasil retomarem os ciclos de cortes de juros, o que seria diretamente positivo para a bolsa de valores. Com a mudança de tendência para a Selic e os Fed Funds, entretanto, é possível que haja uma dança das cadeiras nos setores nos portfólios.

“O risco é a rotação setorial: investidores saindo do setor de óleo e gás e entrando em cíclicos domésticos. O apetite a risco se beneficia, mas o mix de setores muda”, aponta o economista-chefe da MA7.

A continuidade ou, pior, a escalada do conflito, entretanto, deve tornar as coisas mais nebulosas. Caso o estreito de Ormuz permaneça fechado, os efeitos no mercado de ações do mundo inteiro seriam desastrosos, afirma Arthur Horta, head de operações na The Link Investimentos.

“Os estoques de petróleo não são suficientes para cobrir a falta dos 20% que passam por Ormuz, e a gente vai entrar numa escassez de oferta de petróleo que pode gerar um choque sem precedentes, só comparável ao choque da década de 70”, afirma.

Neste cenário, o mundo deve viver um sentimento generalizado de aversão ao risco – a ponto de que o mercado acionário como um todo perderia, se distanciando do tão sonhado rali rumo aos 200 mil pontos.

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