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IPCA sobe 0,33% em janeiro impactado pelo reajuste nos transportes
Publicado 10/02/2026 • 09:50 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 10/02/2026 • 09:50 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) registrou alta de 0,33% em janeiro, repetindo a variação observada em dezembro, segundo dados divulgados nesta terça-feira (10) pelo IBGE. Com o resultado, a inflação acumulada em 12 meses acelerou para 4,44%, acima dos 4,26% observados nos 12 meses imediatamente anteriores.
O grupo Transportes apresentou alta de 0,60% em janeiro e respondeu pelo maior impacto individual no IPCA, com contribuição de 0,12 ponto percentual. O principal vetor foi o aumento de 2,14% nos combustíveis, especialmente a gasolina, que subiu 2,06% por conta do ICMS e sozinha respondeu por 0,10 ponto percentual do índice do mês.
Também avançaram etanol (3,44%), óleo diesel (0,52%) e gás veicular (0,20%), todos impactados pelo reajuste de alíquota do ICMS.

Ainda em Transportes, o ônibus urbano subiu 5,14% em janeiro, refletindo reajustes tarifários em capitais como Fortaleza, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Belo Horizonte, além de mudanças associadas à política de gratuidade aos domingos e feriados.
O metrô avançou 1,87%, influenciado por reajustes e ajustes tarifários em São Paulo e Brasília. O subitem táxi também registrou alta, com reajustes relevantes em cidades como Rio Branco, Fortaleza e Rio de Janeiro.
Leia também: Serviços avançam em janeiro, enquanto Varejo recua, indica índice
Apesar da pressão, parte do impacto em Transportes foi compensada pela queda de 17,23% no transporte por aplicativo e de 8,90% nas passagens aéreas, que devolveram altas registradas em dezembro e ajudaram a conter o avanço do IPCA no mês.
O grupo Comunicação apresentou a maior variação percentual em janeiro, com alta de 0,82%. O movimento foi puxado pelo aumento nos preços de aparelhos telefônicos (2,61%) e reajustes em planos de serviços, com impacto sobre TV por assinatura e combos de telefonia, internet e TV.
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Siga o Times | CNBCCom variação de 0,70%, o grupo Saúde e cuidados pessoais teve a segunda maior alta do mês. Os principais impactos vieram dos artigos de higiene pessoal (1,20%) e dos planos de saúde (0,49%).
O grupo Alimentação e bebidas desacelerou de 0,27% em dezembro para 0,23% em janeiro. A alimentação no domicílio avançou apenas 0,10%, influenciada pelas quedas do leite longa vida (-5,59%) e do ovo (-4,48%).
Entre as altas, destacaram-se o tomate (20,52%) e as carnes (0,84%), com avanço mais intenso em cortes como contrafilé e alcatra.
O grupo Habitação registrou queda de 0,11% em janeiro, principal influência negativa do IPCA. O recuo foi puxado pela redução de 2,73% na energia elétrica residencial, após a mudança da bandeira tarifária amarela para verde.
Regionalmente, a maior variação do IPCA ocorreu em Rio Branco (0,81%), impulsionada pela alta da energia elétrica e de itens de higiene pessoal. A menor variação foi registrada em Belém (0,16%), com queda na energia elétrica e nas passagens aéreas.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) subiu 0,39% em janeiro, acima dos 0,21% de dezembro. Em 12 meses, o índice acumulou alta de 4,30%. O resultado foi influenciado principalmente por itens não alimentícios, enquanto os preços dos alimentos desaceleraram no período.
O IPCA, calculado pelo IBGE desde 1980, mede a inflação para famílias com renda mensal entre 1 e 40 salários mínimos e abrange dez regiões metropolitanas, além de capitais e municípios selecionados. Em janeiro, os preços coletados entre 30 de dezembro de 2025 e 29 de janeiro de 2026 foram comparados aos preços vigentes no mês anterior.
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