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Liquidação do Banco Pleno amplia crise do Master e expõe desafio regulatório
Publicado 18/02/2026 • 13:58 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 18/02/2026 • 13:58 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A liquidação extrajudicial do Banco Pleno, ex-Banco Voiter, determinada pelo Banco Central, é mais um capítulo da crise envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro. A instituição, controlada por Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro, foi alvo de intervenção após perder liquidez para honrar compromissos de curto prazo.
A decisão amplia o alcance da crise e levanta questionamentos sobre governança, fiscalização e confiança no sistema financeiro, especialmente entre instituições de menor porte.
Leia também: Liquidação do Banco Pleno era ‘questão de tempo’, avaliam agentes do mercado
Em entrevista ao vivo para o Times Brasil – Licenciado Exclusivo da CNBC, no programa Real Time, o advogado David Andrade Silva, especialista em direito tributário e empresarial, afirmou que o caso do Banco Pleno não deve ser visto como um episódio isolado, mas sim como desdobramento direto da crise do Master.
Segundo ele, trata-se de um cenário que combina problemas de liquidez, governança e perda de confiança no mercado.
“Não é um caso isolado, mas mais um capítulo dessa crise. Há uma crise de liquidez, de governança e, sobretudo, uma crise de confiança”, afirmou.
Para o especialista, o Banco Central atuou dentro de sua função ao decretar a liquidação, diante do risco de descumprimento de obrigações financeiras.
Leia também: Banco Central decreta liquidação extrajudicial do Banco Pleno, de ex-sócio de Daniel Vorcaro
Apesar da sequência de intervenções, a avaliação é de que não há risco de crise sistêmica. Tanto o Banco Master quanto o Banco Pleno são considerados instituições de menor porte dentro do sistema financeiro.
“Não deve se tornar uma crise sistêmica, mas há um impacto relevante na confiança”, disse David.
O Banco Pleno, por exemplo, estava classificado em um nível mais baixo de regulação do Banco Central, o que reflete seu menor tamanho em termos de captação e ativos.
Leia também: Banco Central decreta liquidação extrajudicial do Banco Pleno, de ex-sócio de Daniel Vorcaro
O episódio reacende o debate sobre a atuação do Banco Central na regulação de instituições financeiras menores, especialmente após a abertura do mercado para novos players e fintechs nos últimos anos.
Para o especialista, pode ser o momento de rever os critérios de supervisão:
“Talvez seja a hora de subir a régua regulatória e de fiscalização para instituições de menor porte”, afirmou.
Ele destaca que, embora a ampliação da concorrência seja positiva, é necessário garantir transparência, governança e controle de risco adequados para evitar episódios semelhantes.
Leia também: Banco Pleno: o que acontece com sua conta após a liquidação pelo BC
David Andrade Silva também apontou que, apesar de muitas instituições divulgarem estruturas robustas de gestão de risco, na prática essas medidas nem sempre se mostram efetivas.
“O banco apresentava governança estruturada, mas isso não se confirmou. Tanto que acabou em liquidação”, disse.
O caso reforça preocupações com a qualidade da gestão e da supervisão interna em instituições financeiras menores.
Leia também: Banco Master: BC já liquidou oito instituições ligadas ao grupo; entenda o caso
Para o mercado, a principal lição envolve a análise de risco. O especialista recomenda atenção a sinais como:
“Quando a rentabilidade é muito alta, o investidor precisa desconfiar”, alertou.
Segundo ele, a análise criteriosa do risco é essencial, especialmente em instituições fora dos grandes bancos.
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) será responsável por ressarcir investidores com valores aplicados no Banco Pleno, dentro do limite de R$ 250 mil por CPF e por instituição.
De acordo com estimativas, o banco possui cerca de 160 mil credores e aproximadamente R$ 4,9 bilhões em depósitos elegíveis à garantia.
O processo será separado do caso do Banco Master, que já mobilizou valores significativamente maiores e representa o maior acionamento da história do fundo.
“Os processos são separados, mas ambos pressionam o patrimônio do FGC”, explicou o especialista.
Com a sequência de liquidações, cresce a expectativa de que o fundo precise ser recomposto com aportes do sistema bancário.
Embora não haja risco sistêmico, a sucessão de intervenções reforça um efeito em cadeia que pode afetar a percepção de segurança dos investidores.
Para especialistas, o principal impacto é reputacional: a crise evidencia a importância de regulação eficiente, governança sólida e análise de risco, tanto por parte das instituições quanto dos próprios investidores.
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