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Liquidante do Master rastreia jato de Vorcaro e tenta bloquear US$ 42 milhões nos EUA
Publicado 03/10/2026 • 13:02 | Atualizado há 31 minutos
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Publicado 03/10/2026 • 13:02 | Atualizado há 31 minutos
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Matti Blume/Wikimedia Commons — CC BY-SA 4.0
Gulfstream G700, modelo citado na investigação sobre a compra e a revenda do jato atribuído a Daniel Vorcaro, durante a EBACE 2023, na Suíça.
A EFB Regimes Especiais, liquidante do Banco Master, pediu à Justiça dos Estados Unidos o bloqueio de US$ 42 milhões, o equivalente a cerca de R$ 219 milhões, relacionados à venda de um jato Gulfstream G700 ligado a Daniel Vorcaro.
O avião foi comprado originalmente por US$ 79,5 milhões, cerca de R$ 414 milhões, e passou por uma série de revendas após a prisão do banqueiro. Parte do dinheiro obtido com a negociação permanece em uma conta de custódia nos Estados Unidos.
As informações constam de uma petição apresentada nesta sexta-feira (2) e foram reveladas pelo jornal O Estado de S. Paulo. Segundo o liquidante, o dinheiro usado na compra da aeronave teria saído integralmente da tesouraria do Banco Master.
Os recursos teriam sido convertidos em dólares por meio de uma conta do próprio banco no JPMorgan Chase, em Nova York, antes de serem enviados à Gulfstream.
A EFB afirma que o dinheiro passou por fundos de investimento e por empresas que integrariam uma estrutura usada para ocultar o beneficiário final dos recursos. Entre eles estão o Fundo Astralo, o Fundo Máxima, o FIP Lunar, a Entre Investimentos e a Super Empreendimentos.
De acordo com a investigação do liquidante, Vorcaro seria o beneficiário final e o controlador da estrutura empresarial responsável pela compra e pela operação da aeronave.
Leia também: Caso Master: Vorcaro ofereceu avião, helicóptero e casa durante campanha de Motta pela presidência da Câmara
O Gulfstream G700 foi adquirido em dezembro de 2023 pela Domus, anteriormente denominada Prime Aviation 2, por US$ 79,44 milhões.
Formalmente, a Domus pertencia à Entre Investimentos e Participações, empresa controlada por Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, que já firmou acordo de colaboração premiada no âmbito das investigações sobre o Master.
Segundo o liquidante, a Domus foi utilizada como veículo para a compra do avião com recursos que teriam origem no Banco Master.
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Siga o Times | CNBCA aeronave foi entregue em junho de 2025 e registrada no Brasil em nome da PS-MGG Administração de Bem Próprio S.A. A EFB afirma que a empresa fazia parte da estrutura patrimonial ligada a Vorcaro.
Ainda segundo a petição, o banqueiro utilizava o avião em viagens pessoais para destinos como Miami, nos Estados Unidos, e a Sardenha, na Itália.
Em 6 de novembro de 2025, 11 dias antes da prisão de Vorcaro e 12 dias antes da liquidação do Master pelo Banco Central, o transponder de rastreamento do jato foi desligado.
O liquidante afirma que a aeronave foi posteriormente localizada em um hangar privado no Aeroporto de Basileia-Mulhouse-Freiburg, na região de fronteira entre França e Suíça.
Em 31 de dezembro de 2025, a PS-MGG vendeu o Gulfstream para a Jetcraft Global (UK) Limited por US$ 86 milhões.
Em 17 de fevereiro de 2026, a Jetcraft revendeu a aeronave à Flexjet LLC por US$ 87,5 milhões.
O pagamento foi depositado em uma conta de custódia administrada pela Insured Aircraft Title Services (IATS), nos Estados Unidos. Segundo a petição, pelo menos US$ 42 milhões foram transferidos à PS-MGG, enquanto outros aproximadamente US$ 42 milhões permaneceram retidos na conta.
Durante o processo de obtenção de provas, o liquidante afirma ter conseguido e-mails trocados entre Flexjet e Jetcraft que mencionariam o conhecimento de que Vorcaro era o beneficiário do avião e de que a negociação ocorria em meio à liquidação do Banco Master.
Na ação, a EFB pede que a Justiça americana imponha um mecanismo de proteção aos US$ 42 milhões mantidos na conta da IATS, para impedir que os recursos sejam dissipados.
O liquidante também pede a anulação de transferências que classifica como fraudulentas e o ressarcimento por danos e enriquecimento ilícito relacionados à suposta dissipação de ativos do Banco Master. Procurada pelo veículo, a defesa de Vorcaro afirmou que não comentaria o assunto.
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