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Master Capixaba: em meio a processos judiciais e dívida de quase R$ 1 bilhão, Apex Partners convoca acionistas para assembleia extraordinária
Publicado 03/09/2026 • 09:46 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 03/09/2026 • 09:46 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: Reprodução
A Apex Partners convocou para 7 de setembro uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) para formalizar decisões tomadas pela administração interina durante o processo de reestruturação do grupo. A reunião ocorre em um cenário de disputas judiciais e questionamentos sobre dívidas que, segundo estimativas apresentadas no caso, chegam a R$ 985,6 milhões.
Entre os assuntos previstos está a ratificação de medidas adotadas para preservar o patrimônio diante das cobranças de credores e manter as atividades das empresas. A assembleia também deverá confirmar, no âmbito societário, a permanência das companhias na ação judicial em andamento.
A realização do encontro está relacionada a uma determinação da Vara de Recuperação Judicial e Falência de Vitória. O juízo solicitou que as empresas envolvidas demonstrem a concordância dos acionistas com a participação no processo. As deliberações e a ata da AGE deverão ser posteriormente apresentadas à Justiça para regularizar a representação das sociedades.
Conforme informações do ES Hoje, a convocação acontece pouco mais de um mês depois de uma mudança na direção da Apex Partners. No início de agosto, a holding controladora retirou Fernando Kulnig Cinelli, fundador do grupo, da presidência e das funções administrativas. O então diretor de Finanças, Eduardo Costa Constâncio Siqueira, também deixou o comando.
Marcelo Murad Brumana assumiu a presidência de forma interina.
A reorganização administrativa ocorreu após o surgimento de questionamentos internos sobre registros contábeis e sobre o tamanho das obrigações financeiras do grupo. O grupo, que chegou a administrar cerca de R$ 18 bilhões em ativos, passou a enfrentar uma crise envolvendo credores e diferentes frentes judiciais.
A atual administração atribui à gestão anterior problemas na condução financeira e afirma que a dimensão das dívidas não teria sido devidamente informada. Cinelli contesta as acusações e sustenta que as principais decisões eram submetidas a instâncias colegiadas dentro da organização.
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Siga o Times | CNBCNo decorrer da disputa, a Justiça de Vitória determinou o bloqueio de bens do ex-presidente diante de questionamentos relacionados a transferências e movimentações patrimoniais. Fernando Cinelli nega ter cometido irregularidades e defende uma análise independente dos documentos e do processo de tomada de decisões nas empresas do grupo.
Outra frente da reestruturação envolve obrigações identificadas como “cashback”, estimadas em R$ 309,8 milhões. Em manifestação apresentada à Justiça de Vitória em 31 de agosto, os advogados da Apex Partners afirmaram que a administração interina ainda não localizou contratos ou outros registros suficientes para comprovar a origem e as condições desses compromissos.
Por esse motivo, a defesa sustenta que os valores ainda não deveriam ser considerados uma dívida definitiva. A avaliação apresentada ao Judiciário é de que a quantia precisa passar por auditoria e conferência documental antes da definição do montante efetivamente devido.
Como parte desse levantamento, a empresa informou ter organizado um ambiente digital para concentrar documentos societários, registros financeiros e comunicações corporativas. O material deverá ser disponibilizado a profissionais responsáveis por auditorias e perícias relacionadas ao processo.
A administração interina também solicitou à Justiça prazo adicional para concluir procedimentos relacionados às 161 empresas vinculadas ao grupo e reunir extratos das respectivas contas bancárias.
Enquanto o levantamento prossegue, a Apex Partners afirma estar seguindo determinações judiciais que restringem a venda de patrimônio e a distribuição de lucros aos controladores. Segundo a empresa, os pagamentos de empregados e demais colaboradores continuam sendo realizados.
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