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Mendonça mantém sob sigilo investigação sobre Cláudio Castro no caso Banco Master
Publicado 25/09/2026 • 14:15 | Atualizado há 42 minutos
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Publicado 25/09/2026 • 14:15 | Atualizado há 42 minutos
KEY POINTS
Carlos Moura / SCO / STF
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu manter em sigilo parte da investigação do caso Master, que envolve o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro. O procedimento reservado reúne um pedido da Polícia Federal para realizar uma nova operação de busca contra Castro, medida que foi negada pelo relator.
A decisão ocorre mesmo após o presidente do STF, Edson Fachin, determinar maior publicidade aos processos ligados ao caso Master. Segundo auxiliares de Mendonça, a manutenção do sigilo seria necessária porque ainda há a possibilidade de apresentação de novos elementos pela PF e de realização de outras diligências.
Castro é investigado sob suspeita de ter atuado para viabilizar uma aplicação de R$ 3 bilhões do Rioprevidência, fundo de previdência dos servidores estaduais, no Banco Master. A apuração examina a relação entre o ex-governador e o empresário Daniel Vorcaro, ligado à instituição financeira.
Uma primeira operação da Polícia Federal contra Castro foi realizada em maio, com autorização de Mendonça. Na ocasião, agentes fizeram buscas na cobertura onde o então investigado morava, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro. Essa etapa do caso tornou-se pública.
Posteriormente, a PF pediu autorização para uma nova operação. Os investigadores afirmaram que Castro poderia estar utilizando outros imóveis para guardar documentos ou materiais considerados relevantes para a apuração.
Entre os locais mencionados estavam uma sala comercial no centro do Rio, onde teria sido registrada uma movimentação considerada incomum de caixas, e um imóvel em Petrópolis usado por Castro para lazer e eventos sociais.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se favoravelmente às novas diligências. Ele mencionou suspeitas relacionadas ao transporte de materiais e à possível retenção de documentos e arquivos eletrônicos.
Mendonça, porém, de acordo com a Folha de S. Paulo, considerou insuficientes os elementos apresentados pela Polícia Federal. Na avaliação do ministro, a realização de buscas menos de dois meses após a primeira operação exigiria novas evidências concretas que justificassem a medida.
De acordo com a investigação, Castro mantinha proximidade institucional com Daniel Vorcaro e teria exercido influência política na viabilização dos investimentos do Rioprevidência no Banco Master.
A apuração procura esclarecer as circunstâncias em que os recursos do fundo previdenciário estadual foram direcionados à instituição financeira e a eventual participação de agentes públicos nesse processo.
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Siga o Times | CNBCO material também registra divergências entre integrantes da Polícia Federal e o gabinete de Mendonça sobre a condução das investigações. Interlocutores do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, questionam decisões tomadas pelo ministro e apontam tratamento desigual entre diferentes apurações.
Mendonça rejeita essas acusações e sustenta que suas decisões seguem critérios jurídicos.
A determinação de Edson Fachin para ampliar a transparência dos processos relacionados ao Banco Master estabeleceu uma exceção para casos em que a divulgação pudesse prejudicar diligências futuras.
Segundo integrantes do gabinete de Mendonça, a investigação sobre Castro estaria enquadrada nessa situação. Ao rejeitar a segunda operação, o ministro deixou aberta a possibilidade de a Polícia Federal apresentar novas provas que fundamentem outro pedido.
Outro ponto citado na investigação são conversas mantidas entre Castro e Mendonça em 2022, quando o ministro já integrava o Supremo. Em uma das mensagens obtidas pela Polícia Federal em outra apuração, Castro tratou Mendonça como “amigo” antes de pedir informações relacionadas a um processo envolvendo o ex-governador Sérgio Cabral.
Mendonça respondeu posteriormente com informações sobre o andamento do processo e, em seguida, telefonou para Castro.
As mensagens foram obtidas no âmbito da Operação Sem Refino, investigação diferente do caso Master, que apura suspeitas de irregularidades na concessão de licenças ambientais para uma refinaria.
O gabinete de Mendonça afirmou que o ministro não mantém relação de amizade com Castro e que os contatos entre ambos ocorreram de forma institucional, no período em que Mendonça ocupava o Ministério da Justiça.
Castro também declarou que sua relação com o ministro sempre esteve restrita a assuntos institucionais e de interesse público.
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