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Em relação a 2024, mercado de trabalho tem alta no número de ocupados, aponta Pnad Contínua
Publicado 06/03/2025 • 10:41 | Atualizado há 1 ano
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Publicado 06/03/2025 • 10:41 | Atualizado há 1 ano
KEY POINTS
Agência Brasília
O mercado de trabalho brasileiro mostra desaceleração na margem, mas mantém o dinamismo em relação ao ano anterior, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE.
O número de ocupados foi a 103 milhões no trimestre encerrado em janeiro, redução de 0,6% no trimestre (menos 641 mil) e alta de 2,4% na comparação anual (mais 2,4 milhões). A taxa de desemprego foi a 6,5%, pouco acima do trimestre anterior (6,2%) e abaixo de igual período de 2024 (7,6%) — é a menor da série para trimestres encerrados em janeiro, ao lado de 2014.
Após atingir o menor nível histórico (6,1%) em novembro, a taxa registrou dois movimentos mensais seguidos de alta. Mas a sequência da Pnad mostra que esse movimento é normal na virada do ano. Agora, os desempregados somam 7,2 milhões, +5,3% no trimestre (364 mil) e −13,1% em um ano (-1,1 milhão). Com o acréscimo de trabalhadores com carteira assinada, a taxa de informalidade caiu.
E o emprego no setor de comércio/reparação de veículos automotores e motocicletas ficou estável em relação ao trimestre encerrado em outubro e cresceu 3,4% em um ano (+654 mil), atingindo 19,7 milhões. Foi a maior alta anual entre os setores pesquisados.
“A taxa de desocupação para este trimestre, de 6,5%, foi menor do que em 2024 no mesmo trimestre (7,6%), ou seja, houve grande evolução. No entanto, a variação de 0,3 ponto percentual em relação ao trimestre terminado em outubro do ano passado foi a maior desde 2017 (0,8 p.p.), igualando 2019”, afirmou William Kratochwill, analista do IBGE.
Segundo o instituto, a taxa de informalidade (proporção de trabalhadores informais em relação aos ocupados) recuou para 38,3%, ante 38,9% no trimestre anterior e 39% há um ano. O percentual equivale a 39,5 milhões de informais.
O total de empregados com carteira assinada no setor privado (39,3 milhões) ficou estável no trimestre (0,8%) e cresceu no ano (3,6%, mais 1,4 milhão). Os sem carteira são 13,9 milhões, queda trimestral de 3,8% e alta anual de 3,2%.
E os trabalhadores por conta própria (25,8 milhões) mostram estabilidade nas duas comparações. São esses dois últimos dados que explicam a redução da informalidade. Com queda ou estabilidade na maioria dos setores de atividade, a ocupação no comércio ficou estável no último trimestre, com variação de 0,7%.
Em relação a janeiro do ano passado, o emprego cresceu 3,4%. Também nessa comparação, a indústria teve alta de 2,7% (mais 355 mil ocupados, para 13,3 milhões) e a construção, de 3,3% (acréscimo de 246 mil, para um total de 7,6 milhões).
“Analisando a composição do resultado, vemos o incremento do desemprego ser majoritariamente puxado por redução no número de informais e empregados próprios”, afirmou o economista José Alfaix, da Rio Bravo. “O setor privado, no entanto, ainda apresentou saldo líquido positivo pela alta contribuição de formais, como mostrou o Caged de ontem.”
Ele se refere ao Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Em janeiro, o saldo — entre admissões e desligamentos — foi de 137,3 mil postos de trabalho formais. Em 12 meses, totaliza 1,6 milhão.
O estoque de empregos chegou a 47,3 milhões. O comércio fechou vagas em janeiro (52,4 mil), mas os dados do Caged não são comparáveis aos da Pnad Contínua — por metodologia e período diferentes.
Para o CEO do Grupo Studio, Carlos Braga Monteiro, apesar da alta na ponta, a taxa de desemprego de 6,5% é a menor para o período de 2014, indicando recuperação gradual do mercado. “No entanto, essa recuperação enfrenta desafios significativos devido a fatores inflacionários que podem influenciar a dinâmica econômica nos próximos meses.”
O rendimento médio habitual, estimado em R$ 3.343, cresceu 1,4% no trimestre e 3,7% em comparação com igual período do ano passado. A massa de rendimentos soma R$ 339,5 bilhões, estável ante novembro e com alta de 6,2% em um ano (+R$ 19,9 bilhões).
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