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Mercado financeiro brasileiro recua com escalada da guerra comercial entre EUA e China; entenda

Publicado 04/04/2025 • 22:01 | Atualizado há 7 horas

Redação Times Brasil

KEY POINTS

  • O mercado financeiro brasileiro foi impactado pela escalada da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, com o Ibovespa B3 registrando uma queda de 2,96% e o dólar disparando para R$ 5,83.
  • A retaliação da China às tarifas impostas pelos EUA gerou incertezas globais, afetando fortemente as commodities e pressionando economias emergentes, como a brasileira.
  • A tensão geopolítica levou à aversão ao risco nos mercados, causando um cenário de perdas para os investidores.

O mercado financeiro brasileiro foi impactado pela escalada da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, com o Ibovespa B3 registrando queda de 2,96% e o dólar disparando para R$ 5,83. A retaliação chinesa às tarifas impostas pelos EUA gerou incertezas globais, afetando fortemente as commodities e pressionando economias emergentes, como a brasileira. A tensão geopolítica elevou a aversão ao risco nos mercados, provocando um cenário de perdas para os investidores.

Felipe Corleta, sócio da GTF Capital, analisou os desdobramentos da situação e apontou os riscos de uma escalada ainda maior na guerra comercial. Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, ele explicou as consequências para o Brasil, destacando que a retaliação chinesa afetou diretamente os preços das commodities e a moeda brasileira.

“Hoje o mercado foi realmente muito pesado. A bolsa americana caiu 6%, o que representa a maior queda desde 2020. Ninguém deu atenção aos dados do payroll, que mostraram criação de vagas acima do esperado. O foco foi totalmente na retaliação da China. Quando esse tipo de movimento acontece, os mercados entram em modo de aversão ao risco, e isso impacta diretamente o Brasil”, afirmou Corleta.

A queda nos índices internacionais refletiu no desempenho negativo do mercado brasileiro. O Ibovespa B3 fechou aos 127.256 pontos, enquanto o dólar subiu mais de 3%, alcançando R$ 5,83. “Nós ficamos aqui até imaginando que a bolsa americana poderia atingir o circuit breaker, que é quando o mercado para caso o S&P 500 caia mais de 7%. Foi um dia de grande pressão para os mercados”, comentou o analista.

Para o Brasil, o impacto foi evidente. A China, maior parceiro comercial do país, representa um dos principais destinos das exportações brasileiras, especialmente de commodities. Corleta destacou o efeito direto nos preços e no câmbio. “A retaliação da China mexe com o Brasil de uma forma muito direta. A queda nas commodities afeta o real e, por consequência, faz o dólar subir, gerando uma pressão adicional sobre o nosso mercado”, explicou.

O analista também levantou preocupações sobre uma possível intensificação da guerra comercial, caso o ex-presidente Donald Trump mantenha sua política de aumento de tarifas. “Trump já avisou que, se a China retaliar, as tarifas serão ampliadas. Se isso acontecer, entraremos em uma guerra comercial ainda mais intensa. Isso preocupa, porque a economia global — especialmente a da China — pode entrar em recessão, o que afetaria diretamente os mercados emergentes, como o Brasil”, afirmou.

Corleta alertou que o risco de recessão na China coloca o Brasil em uma posição delicada. “Se a China entra em recessão, as commodities caem, o real se desvaloriza e o dólar sobe. Isso impacta diretamente a economia brasileira, principalmente nossas exportações”, disse.

A próxima semana promete ser decisiva para os mercados, com os investidores atentos à possibilidade de novas tarifas e retaliações por parte de outros parceiros comerciais dos EUA, como a União Europeia e a Índia. Corleta concluiu que a guerra comercial pode gerar uma desaceleração econômica global, prejudicando ainda mais os países emergentes.

“Os mercados estarão de olho no que acontecerá com a União Europeia e a Índia. Se eles também aumentarem tarifas contra os Estados Unidos, poderemos ver a maior economia do mundo isolada — e isso terá consequências negativas para a economia global”, finalizou o analista.

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