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Mercado Livre amplia aportes no Brasil e analistas ponderam se é hora de ter o ativo na carteira do investidor

Publicado 24/03/2026 • 23:04 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Aumento de exposição na principal praça da empresa pode abrir riscos, mas também favorece ganhos arrojados.
  • Resultados robustos amenizam temores de concentração.
  • Investimento em logística diferencia companhia de pares.
Fachada Mercado Livre

Reprodução/Mercado Livre

O Mercado Livre colocou mais fichas no Brasil e anunciou que vai ampliar em cerca de 50% seus investimentos no País – saltando de R$ 38 bilhões (aportados em 2025) para R$ 57 bilhões em 2026.

O Brasil já concentra a maior parte das receitas da varejista. Segundo agentes de mercado ouvidos pelo Time Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, a estratégia de focar no principal motor de crescimento da companhia abre margem para alguns riscos, ainda que o histórico da companhia sirva de garantia para quem quer começar ou aumentar sua posição na companhia.

Na avaliação de Artur Horta, head de operações e análise da The Link Investimentos, a decisão faz sentido já que o Brasil é, de longe, o mercado mais relevante da empresa, responsável por mais da metade do faturamento e por um crescimento consistente ao longo do tempo.

Ele observa que a liderança no e-commerce brasileiro, com participação significativa, amplia a exposição ao cenário local, mas também potencializa ganhos em ciclos positivos, permitindo desempenho superior ao de concorrentes globais e varejistas tradicionais.

“É uma empresa que já provou, ao longo de muitos anos, a solidez do seu modelo de negócios, mantendo liderança no mercado, melhorando consistentemente a qualidade dos seus serviços e expandindo sua atuação para novas verticais, como serviços financeiros e logística”, disse.

Horta também destaca que outros mercados importantes, como México, Argentina, Chile e Colômbia, têm menor escala, o que justifica uma alocação proporcionalmente maior de capital no Brasil.

“É uma declaração estratégica de consolidação de liderança. Os 14 novos centros de fulfillment constroem uma barreira logística que a Shopee e a Amazon levam anos para replicar”, afirma Ademar Mesquita, especialista em investimentos da Braves Partners.

Essa estratégia de crescimento acelerado, no entanto, começa a ser observada com mais cautela pelo mercado. Para Jayme Simão, sócio-fundador do Hub do Investidor, o modelo de investir de forma agressiva, priorizando expansão mesmo com impacto na rentabilidade, sempre foi parte da trajetória do Mercado Livre, mas recentemente passou a gerar questionamentos. Em especial, ele diz, em um ambiente mais desafiador para consumo e crédito.

“Ainda assim, o investimento reforça liderança e infraestrutura, o que no longo prazo tende a sustentar a tese”, pondera.

Simão avalia que o foco no Brasil não representa um excesso, mas sim uma priorização natural do mercado que mais entrega crescimento.

Já Theo Braga, CEO da SME, avalia o aumento dos investimentos como um sinal claro de convicção sobre onde está o principal vetor de expansão da companhia. Ele ressalta que o direcionamento de recursos para logística, tecnologia e serviços financeiros fortalece o ecossistema e amplia a eficiência.

“O ML foi o primeiro a entender que a logística é o novo marketing. Quanto mais rápida a mercadoria chega, mais o cliente compra. Para o investidor, isso tende a se traduzir em ganho de participação de mercado, maior eficiência operacional ao longo do tempo e fortalecimento de um ecossistema que vai muito além do e-commerce. É uma estratégia que busca consolidar liderança em um mercado ainda em expansão, o que, historicamente, costuma gerar valor consistente para quem está posicionado no longo prazo”, afirmou.

Braga argumenta que, embora a concentração no Brasil possa parecer um risco à primeira vista, trata-se de uma alocação eficiente de capital em um mercado que combina escala, crescimento digital ainda em desenvolvimento e avanço relevante em serviços financeiros. Ele acrescenta que a presença em outros países da região ajuda a mitigar parcialmente essa exposição.

O cenário de juros elevados pode pressionar resultados no curto prazo, afetando o consumo e o crédito da população. No médio e longo prazo, entretanto, os especialistas concordam ao afirmar que a tese permanece sustentada por tendências estruturais, como a expansão do e-commerce e a digitalização financeira na América Latina.

No campo do valuation, Horta observa que, apesar de a empresa negociar historicamente com múltiplos elevados, o nível atual parece mais atrativo quando ajustado pelo crescimento. Diante disso, uma relação mais equilibrada em comparação ao próprio histórico.

Como investir no Mercado Livre?

Mesquita explica que atualmente existem três caminhos para o investidor aportar seu dinheiro no Mercado Livre: os recibos de ações negociados na bolsa brasileira sob o código MELI34, a ação negociada diretamente na Nasdaq – na qual o investidor precisaria aplicar por meio de uma corretora internacional. E outro formato é a exposição via fundos ou ETFs (fundos de índice), que investem no ativo e oferecem uma posição diversificada.

“Mas tudo depende do horizonte de investimento, é importante o investidor monitorar os resultados do primeiro trimestre de 2026 que serão divulgados em 7 de maio”, aconselha Mesquista e cita como pontos importantes a serem acompanhados a inadimplência da carteira de crédito, evolução de receita de publicidade e dinâmica de participação de mercado contra a Shopee no Brasil.

Simão chama atenção para o valuation (avaliação do ativo) considerado exigente e para a importância de observar o equilíbrio entre crescimento e rentabilidade, além da sensibilidade da operação a juros e consumo. Na leitura dele, momentos de volatilidade podem abrir janelas mais atrativas de entrada para o investidor. “Para o investidor brasileiro, o caminho mais direto é o investimento via BDR”, destaca, embora sofra com a variação cambial.

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