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Meta: congressistas dos EUA cobram explicações de Zuckerberg após denúncias de tratamento desigual nas eleições do Brasil

Publicado 23/10/2026 • 08:35 | Atualizado há 17 minutos

KEY POINTS

  • Treze parlamentares dos EUA cobram explicações da Meta sobre possíveis diferenças no tratamento das campanhas de Lula e Flávio Bolsonaro.
  • Meta afirma ter adotado 17 medidas após multas e determinações do TSE para garantir tratamento igualitário aos candidatos.
  • Congressistas pedem esclarecimentos sobre moderação de conteúdo político, restrições a anúncios eleitorais e possíveis auditorias independentes.

Imagem de Mark Zuckerberg em janeiro de 2025

Fotos Públicas

Um grupo de 13 parlamentares dos Estados Unidos enviou uma carta ao CEO da Meta, Mark Zuckerberg, cobrando esclarecimentos sobre a atuação da empresa nas eleições brasileiras de 2026. O documento aponta possíveis diferenças no tratamento das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

A iniciativa ocorreu após relatos de que a inteligência artificial do WhatsApp teria recusado pedidos para gerar imagens de Lula, enquanto aceitava solicitações semelhantes envolvendo Flávio Bolsonaro. O caso também levou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a pedir explicações à companhia.

Restrições a anúncios eleitorais

Os congressistas, segundo o G1, também questionam a suspensão da conta de publicidade de Lula no Facebook, em 23 de setembro, e limitações impostas à divulgação de anúncios no Instagram entre 9 e 10 de outubro.

Segundo a campanha petista, as restrições impediram que aproximadamente 1,3 milhão de pessoas visualizassem anúncios durante o segundo episódio.

Leia também: Acordo da Meta para manter Zuckerberg na Califórnia acirra debate sobre imposto sobre grandes fortunas às vésperas das eleições nos EUA

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O TSE aplicou multas à Meta e determinou tratamento igualitário aos candidatos. Em resposta, a empresa informou, na terça-feira (20), ter implementado 17 medidas para cumprir as exigências, incluindo a revisão humana de bloqueios automáticos.

Congresso americano pede esclarecimentos

Os parlamentares solicitaram uma reunião com representantes da Meta para sexta-feira (23) e estabeleceram prazo até novembro para respostas por escrito.

Entre os questionamentos estão os critérios de moderação de conteúdos políticos, possíveis contatos da empresa com integrantes do governo de Donald Trump sobre as eleições brasileiras e a possibilidade de auditorias independentes.

O objetivo é esclarecer se as regras das plataformas foram aplicadas de maneira uniforme às campanhas presidenciais.

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