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Ministro do TSE pede que plenário decida disputa sobre canal ‘Exército do Lula’ e cobra urgência de Nunes Marques

Publicado 13/10/2026 • 22:24 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Ricardo Villas Bôas Cueva afirma que a proximidade da votação de 25 de outubro exige uma definição colegiada sobre o caso.
  • Nunes Marques suspendeu o canal nesta terça-feira por falta de registro e, após a regularização pela campanha de Lula, autorizou sua retomada, respeitado o prazo de 48 horas.
  • A divergência também envolve os limites das atribuições da Presidência do TSE e da Corregedoria-Geral Eleitoral.

O corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, reiterou nesta terça-feira (13) o pedido para que o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, leve ao plenário da Corte a discussão sobre o funcionamento do canal de WhatsApp “Exército do Lula”.

Cueva defende que os demais ministros do tribunal analisem a decisão de 11 de outubro, que autorizou o restabelecimento do canal. Segundo o corregedor, a proximidade do segundo turno torna urgente uma definição colegiada sobre o caso. 

O ministro pediu que o tema seja submetido ao plenário em sessão presencial ou, se necessário, em uma sessão extraordinária virtual.

Leia também: DECISÃO 2026: Nunes Marques libera ‘Exército do Lula’ após campanha registrar canal no TSE

“A urgência da providência decorre da proximidade do segundo turno das eleições”, afirmou Cueva, ao defender uma solução que também delimite as competências da Presidência do TSE e da Corregedoria-Geral Eleitoral. 

Canal teve decisões diferentes nos últimos dias

A disputa começou depois que Nunes Marques determinou a suspensão do “Exército do Lula”, canal criado pelo deputado André Janones (Rede-MG), após pedido da campanha de Flávio Bolsonaro (PL).

No domingo (11), Cueva autorizou o restabelecimento do canal. O corregedor também determinou que sua decisão fosse submetida ao plenário do TSE.

Nesta terça-feira, Nunes Marques voltou a suspender o canal ao considerar que seu endereço eletrônico não havia sido formalmente comunicado à Justiça Eleitoral. O presidente do TSE condicionou o funcionamento à regularização pela campanha de Lula. 

A campanha registrou o endereço ainda nesta terça. Nunes Marques reconheceu o cumprimento da exigência e autorizou a retomada do canal, mas determinou a observância de um prazo de 48 horas antes da volta das publicações, conforme a regra aplicada a canais oficiais de campanha. 

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Cueva quer definição do colegiado

Mesmo após a regularização, Cueva voltou a pedir que a questão seja analisada pelo conjunto dos ministros.

Para o corregedor, o caso não se limita à permanência ou não do canal no ar. A discussão envolve também a definição das atribuições da Presidência e da Corregedoria-Geral Eleitoral na condução de processos relacionados à propaganda e à atuação das campanhas. 

Leia também: DECISÃO 2026: após determinação de Nunes Marques, campanha registra canal de WhatsApp ‘Exército de Lula’ no TSE

Cueva afirmou que uma decisão do plenário permitiria solucionar a divergência antes do segundo turno e evitar novas decisões conflitantes sobre o mesmo tema.

Campanha de Flávio questionou canal

O caso chegou ao TSE após a campanha de Flávio Bolsonaro questionar o “Exército do Lula” e apontar suposta disseminação de informações falsas.

Cueva é relator de uma ação que envolve Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin e Janones. No sábado (10), ele determinou que a campanha de Flávio apresentasse informações complementares antes da análise dos pedidos liminares, inclusive para esclarecer uma possível sobreposição com outros processos. 

O canal já reúne mais de 4 milhões de inscritos e passou a ser formalmente vinculado à campanha de Lula nesta terça-feira. A coligação informou, no entanto, que o registro foi feito para atender à determinação do presidente do TSE e que isso não significa assumir a administração da ferramenta, que permanece sob responsabilidade de Janones. 

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