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“O governo está catando as moedinhas”: economista critica alternativas para o IOF
Publicado 09/06/2025 • 21:31 | Atualizado há 10 meses
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Publicado 09/06/2025 • 21:31 | Atualizado há 10 meses
KEY POINTS
O pacote de medidas proposto pelo governo para compensar a perda de arrecadação com a reformulação do IOF gerou reações divergentes no mercado financeiro. Em entrevista ao Jornal Times Brasil, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, o economista Lucas Sharau, sócio da iHub Investimentos, analisou os efeitos imediatos da uniformização do imposto e seus impactos nas aplicações financeiras e na previsibilidade do ambiente econômico.
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Segundo Sharau, o governo “está catando as moedinhas” ao tentar recompor receita com medidas pontuais, como a equalização da alíquota de 3,5% para operações internacionais. Para ele, a tentativa de substituir a antiga diferenciação de IOF entre cartões de crédito e contas no exterior acabou elevando os custos e reduzindo as vantagens dessas últimas. “O que antes era uma alternativa mais econômica, agora se tornou igual em termos de custo”, disse.
Durante o debate com os analistas Alberto Ajzental, Vinicius Torres Freire e Julia Lindner, foram levantadas preocupações com a viabilidade política e econômica das medidas propostas. Ajzental criticou a falta de reformas estruturantes, apontando que o governo segue apostando em “puxadinhos” fiscais. Sharau concordou e destacou o risco de a conta recair sobre os segmentos com menor força política.
Vinicius Freire apontou a pressão sobre setores como títulos imobiliários e agropecuários, além da inclusão de criptoativos e apostas online na base de contribuição. Sharau avaliou que essas medidas enfrentam forte resistência no Congresso e alimentam incertezas regulatórias, o que pode estimular fuga de capitais e reduzir a atratividade dos investimentos no país. “Vai ser a guerra dos gritos. Quem montar o lobby mais forte pode derrubar as propostas”, afirmou.
Questionado pela analista Julia Lindner sobre a revisão de benefícios fiscais, Sharau classificou o tema como politicamente delicado e de difícil implementação em ano pré-eleitoral. “O governo tende a mexer o mínimo possível nesses direitos já adquiridos para evitar turbulência.”
Se as medidas não forem aprovadas, o economista alerta para impactos na trajetória da dívida pública, na inflação e nos juros. “O mercado já precifica queda de juros em 2025, mas sem arrecadação essa projeção pode ser revista, o que teria efeito direto sobre Bolsa e renda fixa”, afirmou.
Ao final, Sharau avaliou a percepção do mercado sobre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. “A imagem está desgastada. O mercado não vê Haddad como solução econômica, e a volatilidade na Bolsa reflete essa fragilidade da equipe econômica”, concluiu.
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