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PF cumpre segunda fase da Operação Anáfora, que investiga desvios de recursos na área da saúde na cidade de Duque de Caxias
Publicado 30/06/2026 • 09:54 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 30/06/2026 • 09:54 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Divulgação/ Polícia Federal
A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta terça-feira (30), a segunda fase da Operação Anáfora. O objetivo da ação é combater um esquema de lavagem de dinheiro abastecido pelo desvio de recursos públicos, com foco especial em verbas que deveriam ser destinadas à área da saúde na cidade de Duque de Caxias.
Na primeira fase, deflagrada em 2022, o ex-prefeito de Duque de Caxias e candidato a vice-governador na chapa de Cláudio Castro, Washington Reis (MDB), e o empresário Mário Peixoto eram os principais nomes investigados. Reis foi afastado na chapa de Castro posteriormente, dando lugar a Thiago Pampolha.
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Ao todo, os agentes cumprem 14 mandados de busca e apreensão. Destes, dez foram expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal, enquanto os outros quatro foram determinados pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), por envolverem alvos com foro privilegiado.
Os mandados são cumpridos em endereços no Rio de Janeiro, em Niterói e em Duque de Caxias.
As investigações sobre a lavagem de capitais ganharam força após os desdobramentos da primeira fase da operação, ocorrida em 2022. De acordo com a PF, os suspeitos utilizavam “laranjas” para ocultar bens próprios, ostentavam um padrão de vida com despesas incompatíveis com a renda declarada e participavam ativamente de transações imobiliárias suspeitas.
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Siga o Times | CNBCA PF e a Controladoria-Geral da União (CGU) investigam um suposto favorecimento na contratação de uma cooperativa de trabalho pela Secretaria de Saúde de Caxias. O contrato e seus aditivos ultrapassaram R$ 563,5 milhões em pouco mais de dois anos.
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“A cooperativa em questão pertence a uma estruturada e complexa organização criminosa que vem operando no Estado do Rio de Janeiro em um contexto de corrupção sistêmica, por meio de desvio de recursos públicos, em especial na área da saúde, há décadas”, afirmou a PF. Os nomes dos alvos não foram divulgados.
Caso as suspeitas sejam confirmadas, os envolvidos poderão responder por organização criminosa, fraude à licitação e lavagem de dinheiro.
A PF informou que os investigados serão responsabilizados na medida de suas participações e que novos crimes podem ser identificados com o avanço da análise dos materiais apreendidos nesta terça-feira.
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