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Partidos que apoiam Flávio Bolsonaro terão 286 deputados e 50 senadores
Publicado 10/10/2026 • 09:28 | Atualizado há 42 minutos
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Publicado 10/10/2026 • 09:28 | Atualizado há 42 minutos
KEY POINTS
Foto: Evaristo Sá / AFP
DECISÃO 2026: onde Flávio Bolsonaro teve queda de votos no 1º turno
Os partidos políticos que declararam apoio ao candidato Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições somarão 286 deputados federais e 50 senadores em 2027. Esse contingente representa a base parlamentar que o candidato poderá ter no Congresso caso ganhe as eleições do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das votações.
Na última semana, União Brasil, Progressistas, Republicanos, Novo e Podemos declararam apoio a Flávio. Os números correspondem à soma das bancadas eleitas por essas cinco siglas com a do PL, partido do senador. Embora as legendas neguem publicamente que estejam negociando cargos ou a formação de um eventual governo, alguns nomes já são cogitados para compor a futura administração.
Nos últimos dias, Flávio reiterou a intenção de apresentar propostas de emenda à Constituição (PECs) para reformar o Judiciário, reduzir a maioridade penal e acabar com a reeleição, começando pelo próprio mandato presidencial, caso seja eleito. “Qualquer coisa além disso é especulação”, declarou.
Para aprovar uma PEC na Câmara dos Deputados, o senador precisaria reunir pelo menos 308 votos, equivalentes a três quintos dos parlamentares da Casa. Esse número supera em apenas 22 votos a soma das bancadas dos partidos que anunciaram apoio à sua candidatura.
O total de 286 deputados indica a dimensão que uma eventual base governista poderia alcançar no Congresso, mas não representa uma garantia de apoio automático ao Executivo. Parlamentares de União Brasil, Novo, Progressistas e das demais siglas podem divergir do governo em determinadas votações. A composição atual oferece, portanto, uma referência sobre a possível configuração política a partir de 2027.
Para alcançar os 308 votos, Flávio teria de buscar adesões entre as outras bancadas da Câmara. A articulação com partidos e parlamentares que não integram formalmente sua base seria fundamental para construir maioria em propostas que dependem de alterações constitucionais.
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Além dos apoios anunciados pelas direções nacionais dos partidos, há movimentações políticas conduzidas diretamente nos Estados.
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), trabalha para atrair diretórios estaduais da legenda em 15 Estados para a candidatura de Flávio. O MDB elegeu 36 deputados federais, e a expectativa é que metade dessa bancada possa apoiar um eventual governo do senador. Caso isso se concretize, a distância de 22 votos necessária para aprovar uma PEC na Câmara diminuiria.
As articulações indicam que a formação da base governista não dependerá exclusivamente dos partidos que formalizaram apoio no segundo turno. Diretórios regionais, governadores, prefeitos e lideranças parlamentares também poderão influenciar a composição da maioria no Congresso.
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Siga o Times | CNBCRonaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás e candidato derrotado à Presidência em 2026, também declarou apoio a Flávio. Apesar de o PSD manter posição de neutralidade, a tendência é que o grupo político ligado a Caiado se aproxime do senador.
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No Senado, o cenário é mais favorável numericamente ao candidato do PL. Dos 81 parlamentares que integrarão a Casa em 2027, 50 foram eleitos por PL, União Brasil, Progressistas, Novo, Republicanos e Podemos. O contingente supera os 49 votos necessários para aprovar uma proposta de emenda à Constituição.
Assim como ocorre na Câmara, porém, a soma considera o tamanho das bancadas eleitas, e não assegura que todos os senadores dessas legendas votarão juntos em todas as matérias.
A situação é diferente quando se trata de uma das pautas defendidas por setores da direita eleita em 2026: o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Para aprovar o afastamento de um ministro da Corte, são necessários 54 votos, correspondentes a dois terços dos 81 integrantes do Senado. Dessa forma, os partidos que apoiam Flávio teriam quatro votos a menos do que o mínimo exigido.
O quadro parlamentar aponta, portanto, para uma base potencial próxima do patamar necessário na Câmara e numericamente superior ao mínimo exigido no Senado para aprovar mudanças constitucionais.
O principal desafio de um eventual governo Flávio seria converter os apoios obtidos durante a campanha em votos efetivos no Legislativo, além de conquistar as adesões adicionais necessárias para cada proposta.
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